Adiamento da Visita de Tarcísio a Bolsonaro: Estratégia para Ganhar Tempo
O adiamento da visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, foi interpretado por lideranças do Centrão como um movimento para ganhar tempo em meio à indefinição da direita na disputa pela Presidência.
Nos bastidores, a avaliação é que o encontro carregava mais riscos do que ganhos para o governador, ao associá-lo de forma precoce à estratégia eleitoral do clã Bolsonaro. A visita havia sido solicitada pela defesa do ex-presidente, com o objetivo de reforçar ao governador que sua reeleição em São Paulo deveria ser tratada como prioridade.
Interlocutores do governador avaliam que, se a visita tivesse ocorrido, dificilmente traria algo de positivo para seus planos políticos. A avaliação é que Bolsonaro já fez sua escolha ao indicar o filho como pré-candidato à Presidência, e que uma conversa privada pouco alteraria esse cenário.
Motivos do Adiamento
- Avaliação de que o encontro carregava mais riscos do que ganhos para o governador;
- Preocupação de ser empurrado para uma definição num momento em que o bolsonarismo ainda tenta se reorganizar após a prisão do ex-presidente;
- Desconforto com a possibilidade de ser associado à estratégia eleitoral do clã Bolsonaro.
Para líderes do Centrão, o adiamento da visita passou a ser visto como um possível “ponto sem volta”, ao cristalizar a expectativa de que Tarcísio assumisse um papel mais explícito na campanha presidencial de Flávio. No entanto, a alta rejeição do senador e a ausência de sinais claros de que o nome escolhido por Bolsonaro consegue unificar a direita para além de seu núcleo mais fiel são motivos de preocupação.
Um dirigente resumiu a preocupação ao afirmar que um eventual recuo do partido “ficaria feio para Bolsonaro e para Flávio”, por expor insegurança e fragilidade política. Para partidos de centro, a instabilidade é um sinal negativo em um campo que busca previsibilidade para organizar alianças.
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