Papa Leão XIV Recebe Vítimas de Abuso Sexual na Igreja Católica
O Papa Leão XIV se reuniu com uma organização de sobreviventes e defensores de abusos cometidos pelo clero, marcando um passo histórico na luta contra o abuso sexual na Igreja Católica. A Ending Clergy Abuse (ECA), uma organização global, tem como objetivo universalizar a política de tolerância zero para abusos na Igreja, que atualmente é lei nos Estados Unidos, mas não é adotada em outros lugares.
A reunião, que durou uma hora, contou com a presença de seis membros do conselho da ECA, de diferentes países, incluindo Argentina, Canadá, Alemanha, Uganda e Estados Unidos. Os participantes descreveram suas principais iniciativas, como a política de tolerância zero, a convocação de uma conferência sobre supostos abusos no Opus Dei na Argentina e a ajuda a sobreviventes de abuso nas Filipinas.
Os sobreviventes começaram a reunião descrevendo suas principais iniciativas e expressaram sua esperança de que o Papa Leão XIV possa ajudar a acabar com o abuso na Igreja. A cofundadora da ECA, Gemma Hickey, disse que eles vieram como “construtores de pontes, prontos para caminhar juntos em direção à verdade, à justiça e à cura”.
Alguns dos principais pontos discutidos durante a reunião incluem:
- A política de tolerância zero, que exige a remoção permanente do ministério de um padre com base em um único ato de abuso sexual que seja admitido ou comprovado de acordo com a lei da Igreja.
- A convocação de uma conferência sobre supostos abusos no Opus Dei na Argentina.
- A ajuda a sobreviventes de abuso nas Filipinas para formar uma organização nacional.
Os participantes disseram que o Papa Leão XIV parecia entender os impedimentos culturais para lidar com o problema do abuso na África, onde líderes religiosos frequentemente afirmam que o abuso não existe. A sobrevivente ugandense Janet Aguti disse que as crianças nos Estados Unidos não deveriam ser mais protegidas do que as crianças na África.
A reunião foi considerada um passo histórico e um momento de esperança para os sobreviventes de abuso. A cofundadora da ECA, Evelyn Korkmaz, disse que sentiu que foi ouvida e acredita que o Papa Leão XIV continuará no caminho de reconciliação.
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