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Ormuz volta ao radar, “aperta” diesel e reacende prêmio de risco para petroleiras

Ormuz Volta ao Radar: Impactos no Mercado de Petróleo e Derivados

O Estreito de Ormuz está novamente no centro das atenções devido à escalada das tensões entre Irã, Estados Unidos e seus aliados na região. Essa situação está afetando o mercado de petróleo e derivados, com reflexos significativos na oferta global de energia.

De acordo com um relatório do JPMorgan, a crise na região entrou em uma nova fase, com o Irã tentando impor protocolos obrigatórios de trânsito e taxas sobre navios comerciais em Ormuz. Isso está levando a uma disputa sobre quem controla as condições de navegação no estreito.

Impactos no Mercado de Petróleo e Derivados

O JPMorgan aponta que a escalada das tensões interrompeu a recuperação do fluxo de petróleo e derivados que havia começado em junho. Os fluxos confirmados pelo estreito caíram para 5,1 milhões de barris por dia, ante 12,5 milhões uma semana antes.

Além disso, as exportações de produtos refinados do Golfo Pérsico também foram afetadas, caindo para 1,2 milhão de barris por dia, bem abaixo dos 3 milhões observados antes do conflito. Isso está levando a uma crise mais ampla de refino e derivados.

  • As exportações de diesel da Rússia estão próximas de zero, uma queda de quase 800 mil barris por dia na comparação anual.
  • O processamento no país caiu para 3,3 milhões de barris por dia, ante 3,8 milhões na semana anterior.
  • O déficit de derivados do Oriente Médio no mercado internacional é de cerca de 2,5 milhões de barris por dia.

Implicações para as Petroleiras Brasileiras

O retorno do risco geopolítico ao preço do petróleo tem efeitos mistos para as petroleiras brasileiras. A alta do Brent tende a melhorar a receita e a geração de caixa das produtoras, sobretudo as mais expostas à commodity internacional.

No caso da Petrobras, o benefício de preços mais altos no segmento de exploração e produção convive com um velho problema: quanto mais sobe o petróleo, maior fica a pressão política em torno dos combustíveis no mercado doméstico.

Já a PRIO, com perfil mais concentrado em produção offshore e menos exposta ao debate direto sobre preços domésticos, tende a capturar de forma mais linear os ganhos de um Brent elevado.

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