ONU: PIB do Brasil Desacelera para 2,0% em 2026
A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que a economia brasileira cresça 2,0% em 2026, ano de eleição presidencial no País. Essa taxa de crescimento representa uma desaceleração em relação ao ano passado, quando o Brasil deve ter avançado 2,5%, segundo a instituição.
A ONU manteve a expectativa de crescimento do Brasil em 2026, mas aumentou a de 2025 em 0,7 ponto porcentual. A expansão econômica do País no ano passado também representa uma desaceleração na comparação com 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%.
Desafios Fiscais e Geopolíticos
As tensões geopolíticas e os riscos financeiros aumentam as pressões sobre a economia global, tornando-a fragilizada. A desaceleração projetada reflete os efeitos defasados do aperto monetário, que elevou as taxas de juros a níveis mais altos em décadas e continua a pesar sobre o investimento.
A ONU também destaca que “ventos contrários adicionais surgiram das tarifas recentemente impostas pelos Estados Unidos, de até 50%, sobre uma ampla gama de importações brasileiras”. No entanto, o impacto geral no Brasil deve ser limitado, já que os EUA representam apenas cerca de 12% de suas exportações.
Previsões para o Futuro
Para a ONU, o País só voltará a acelerar o ritmo de expansão no próximo governo. A organização espera que a economia brasileira cresça 2,3% em 2027. O Brasil deve crescer mais em 2025 do que a média da América Latina e do Caribe, cuja economia avançou 2,4% no ano passado.
A ONU reforça o alerta da comunidade internacional para os desafios fiscais do Brasil. A relação entre a dívida bruta do governo geral e o PIB ultrapassou 90% no ano passado, atingindo 91,4%. O patamar supera a média dos países em desenvolvimento.
Além disso, a ONU estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha fechado o ano passado em 5,0%, acima da meta do banco central. A organização projeta que o ritmo de crescimento do IPCA se reduza para 4,3% em 2026 e 4,0% em 2027.
- A ONU prevê que a economia brasileira cresça 2,0% em 2026.
- A desaceleração projetada reflete os efeitos defasados do aperto monetário.
- O Brasil só voltará a acelerar o ritmo de expansão no próximo governo.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link