Omã Avança com Plano para Cobrar Pedágio no Estreito de Ormuz
O Irã e Omã, um aliado dos Estados Unidos, estão avançando com planos para cobrar pelo trânsito de navios no Estreito de Ormuz, apesar das objeções públicas de Washington. Essa medida representaria uma mudança significativa em relação ao cenário pré-guerra nessa rota estratégica, que era uma passagem livre para embarcações transportando petróleo e gás do Golfo Pérsico para o restante do mundo.
Antes da guerra, o Estreito de Ormuz era uma rota marítima internacional entre Irã e Omã, pela qual navios navegavam livremente. No entanto, durante o conflito, o Irã bloqueou a passagem, fazendo com que os preços de energia disparassem. Desde então, autoridades iranianas têm declarado a intenção de monetizar o estreito.
Proposta de Omã
Omã entregou recentemente uma proposta formal aos Estados Unidos e a outros aliados ocidentais, descrevendo um plano no qual empresas de navegação pagariam taxas de serviço para usar a passagem. A proposta é inspirada em arranjos existentes nos estreitos de Malaca e de Cingapura, onde uma fundação privada recolhe contribuições voluntárias para navegação segura.
No entanto, há discordâncias sobre a natureza dessas cobranças. Enquanto um diplomata regional afirma que as cobranças seriam voluntárias, uma autoridade iraniana diz que os pagamentos seriam obrigatórios. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a prioridade do país é chegar a um acordo com Omã, mas se Omã não estiver disposto a estabelecer uma estrutura conjunta para administrar a via marítima, o Irã seguirá adiante sozinho.
Reações Internacionais
A proposta de Omã provavelmente será motivo de disputa entre outros países árabes do Golfo, que dependem do Estreito de Ormuz para exportar petróleo e gás. O presidente Donald Trump ameaçou bombardear Omã caso o país não “se comportasse como todo mundo”, e classificou como “inaceitável” a ideia de cobrar pedágios ou taxas pela passagem pelo estreito.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos se oporiam a qualquer cenário em que o uso do estreito fosse monetizado, independentemente de isso ser chamado de “taxa, pedágio ou doação”. No entanto, analistas dizem que o novo poder do Irã de interromper o tráfego em uma via marítima desse tipo é uma alavanca importante demais para ser abandonada.
A proposta de Omã será um desafio para as negociações entre Estados Unidos e Irã, que buscam fechar um acordo de paz duradouro. O futuro do Estreito de Ormuz segue como uma questão central nessas conversas, e a equipe americana de negociação valoriza a parceria com Omã e está confiante de que conseguirá resolver as divergências sobre a proposta omanense em nível técnico.
- A proposta de Omã para cobrar pedágio no Estreito de Ormuz é uma medida controversa que pode afetar o comércio global.
- O Irã e Omã estão avançando com planos para monetizar o estreito, apesar das objeções públicas de Washington.
- A proposta é inspirada em arranjos existentes nos estreitos de Malaca e de Cingapura, onde uma fundação privada recolhe contribuições voluntárias para navegação segura.
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