O que esperar da Petrobras (PETR4) em 2026?
O início de 2026 está sendo agitado para a Petrobras, com a deposição de Nicolás Maduro na Venezuela trazendo novas perspectivas para o mercado de petróleo. A visão principal do mercado é de que, apesar da produção de petróleo da Venezuela ser pressionada no curto prazo, o cenário de mais longo prazo é de maior produção no país, o que deve pressionar os preços da commodity.
De acordo com Marcelo Bolzan, planejador financeiro e sócio da The Hill Capital, o preço do petróleo mais baixo penalizará todas as petrolíferas, inclusive a Petrobras. “A Petrobras é uma empresa exportadora e segue a paridade de preços internacionais, uma queda sustentada no petróleo reduz a sua margem de lucro e o faturamento das exportações”, avalia o analista.
No entanto, a Petrobras possui um grande diferencial, que é o mais baixo custo de extração de petróleo em toda a indústria brasileira. Isso pode limitar o impacto da queda nos preços do petróleo. Além disso, a empresa tem um plano de negócios divulgado em novembro para os anos 2026-2030, que manteve o foco em ativos de alta produtividade.
Outros catalisadores da empresa podem ajudar, como a produção na Margem Equatorial, mas é avaliado que não é algo que fará muito preço de forma imediata e que se sobreponha ao Brent mais barato. A equipe global de commodities do Goldman Sachs tem uma projeção de US$ 56/barril em 2026, o que pode pressionar os preços das ações da Petrobras.
As principais casas de análise têm as seguintes visões sobre a Petrobras:
- Goldman Sachs: recomendação de compra, com base no retorno atrativo e na opcionalidade trazida pela eleição do próximo ano.
- BTG Pactual: visão de que a estatal permanece altamente exposta aos preços do petróleo, mas mantém a visão de que seus custos competitivos de extração e a alavancagem de suas operações integradas colocam a companhia em posição superior em relação aos pares.
- Itaú BBA: acredita que a Petrobras continuará focando na aceleração de projetos de E&P, o que provavelmente implicará em maiores investimentos em 2026, com retornos significativos em produção a partir de 2027.
De 10 casas que acompanham o papel PETR4, 7 possuem recomendação de compra e 3 possuem recomendação de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 38,70 (ou potencial de alta de 30,6% em relação ao fechamento de terça-feira, 6).
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