O que esperar da “nova Oceanpact”?
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo das ações da Oceanpact (OPCT3) de R$ 10 para R$ 15, mantendo recomendação de compra. Isso ocorre com a aproximação da fusão com a CBO, o que deve criar uma gigante do setor de óleo e gás offshore.
Para os acionistas que tenham direito aos valores relacionados às reivindicações contra a Petrobras (PETR4), o banco estima um preço-alvo de R$ 17 por ação ao fim de 2026. Atualmente, as ações da companhia subiam 5,17%, cotadas a R$ 10,78.
Principais pontos da análise do BBI
- O BBI segue vendo a OceanPact como uma das principais escolhas entre as small caps de sua cobertura na América Latina.
- A liquidez das ações ainda é uma preocupação, mas o banco espera melhora gradual ao longo dos próximos 12 meses.
- A tese apresenta assimetria positiva, com cenário-base considerando sinergias operacionais, administrativas e de capex entre OceanPact e CBO.
- O BBI trabalha com um cenário otimista, que levaria o papel a R$ 20 por ação, e um cenário pessimista, de R$ 13 por ação.
Segundo o banco, a combinação das empresas criará uma gigante do setor de óleo e gás offshore, com 73 embarcações e participação estimada de 15% no mercado brasileiro de embarcações de apoio offshore (OSV). Além disso, a operação deve melhorar significativamente a geração de caixa, com projeção de fluxo de caixa por ação (FCPA) para 2026 subindo para R$ 0,79 por ação.
O rendimento médio de FCFE (fluxo de caixa livre para o acionista) da nova companhia é estimado em 12% entre 2026 e 2030, acima dos 8,6% projetados para a empresa sem a fusão. Já o dividend yield médio projetado, excluindo eventuais reivindicações, sobe para 15%, contra 13% anteriormente.
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