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O que esperar da Braskem após desabar 40% ano ano com possível recuperação judicial?

Desempenho da Braskem em 2025

A Braskem, uma das principais empresas petroquímicas do Brasil, enfrenta um desafio significativo em 2025, com suas ações desabando cerca de 40% no ano. Esse declínio é resultado de vários fatores, incluindo a alta dívida da empresa e a pressão exercida pela queda nos preços do setor petroquímico.

Recentemente, a empresa anunciou a contratação de assessores financeiros e jurídicos para revisar sua estrutura de capital, o que foi interpretado pelo mercado como um sinal de que a Braskem pode estar se preparando para uma reestruturação mais ampla de sua dívida. Além disso, as agências de rating, como a S&P Global Ratings, rebaixaram a classificação de crédito da empresa, indicando um aumento no risco de inadimplência.

Análise de Especialistas

Os analistas do JPMorgan avaliam que a empresa opera com uma alavancagem de 10,5 vezes, considerada insustentável, e que a dívida líquida estimada em US$ 7,3 bilhões ao fim de 2025 pode alcançar US$ 8,6 bilhões no quarto trimestre. Eles também destacam que a presença da Petrobras como acionista relevante pode ajudar a garantir uma condução mais organizada, reduzindo riscos para os credores.

O Bradesco BBI concorda que a revisão da estrutura de capital é importante, mas afirma que sozinha não resolve os problemas da empresa. Eles defendem que outras medidas, como corte de custos, venda de ativos, renegociação de contratos de matérias-primas e até uma oferta de ações, precisam ser combinadas para mudar a trajetória da Braskem.

Projeções e Recomendações

O UBS BB rebaixou a recomendação de compra para neutro e cortou o preço-alvo de R$ 15 para R$ 10. Além disso, os analistas técnicos destacam que as ações da Braskem acumulam uma queda significativa e seguem em forte tendência de baixa, com grande pressão vendedora.

As próximas barreiras de preço (resistências) estão em R$ 9,86, R$ 12,59, R$ 14,98, R$ 20,98 e na faixa de R$ 27,53. Já os pontos de maior atenção na queda (suportes) ficam em R$ 7,02, R$ 6,15, R$ 5,30, R$ 4,05 e R$ 3,68.

Em resumo, a Braskem enfrenta desafios significativos em 2025, com uma dívida alta e pressão nos preços do setor petroquímico. As agências de rating rebaixaram a classificação de crédito da empresa, e os analistas defendem que medidas adicionais são necessárias para mudar a trajetória da empresa.

  • A dívida líquida da Braskem é alta e pode alcançar US$ 8,6 bilhões no quarto trimestre de 2025.
  • A presença da Petrobras como acionista relevante pode ajudar a garantir uma condução mais organizada.
  • Medidas adicionais, como corte de custos e renegociação de contratos, são necessárias para mudar a trajetória da empresa.

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