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O Desafio do Crescimento Global

O mundo está passando por um período de grande transição, com mudanças significativas em energia, demografia, geopolítica e produtividade. Nesse contexto, surge a pergunta: o mundo conseguiria crescer o suficiente para dar a todos um padrão de vida suíço?

Para alcançar isso, o PIB global precisaria ser cerca de 8,5 vezes maior do que é hoje. Isso exigiria um aumento significativo na energia, materiais, alimentos e inovação. No entanto, com inovação e investimento, é possível alcançar esse objetivo.

  • A energia: precisaríamos de duas a três vezes o total atual e de cerca de 30 vezes mais eletricidade limpa.
  • Os alimentos: poderíamos alimentar até 12 bilhões de pessoas com dietas ricas em proteína usando a mesma área de terra, ou até menos, com aumentos anuais de produtividade.
  • A inovação: a IA, combinada com outras tecnologias, poderia acrescentar de 0,5 a 3,4 pontos percentuais por ano até 2040, muito mais do que as tecnologias de uso geral do passado.

As restrições determinantes não são físicas, mas sim nos corações e nas mentes. A produtividade não aumenta por acaso, ela avança quando as organizações investem em melhores ferramentas, sistemas e formas de trabalhar.

O Papel das Empresas

As empresas estão no centro do palco, e frequentemente grandes empresas inovadoras. Nos Estados Unidos, aproximadamente 80% dos ganhos de produtividade da última década vieram de apenas 5% das empresas. Elas não se concentraram de forma estreita na redução de custos, mas criaram novos modelos de negócios, escalaram a inovação e investiram em meio à incerteza.

Um número relativamente pequeno de empresas responde por uma parcela desproporcional do investimento que, em última instância, eleva salários e padrões de vida. Grandes empresas pagam, em média, de 25% a 50% mais do que as menores.

A escolha não é entre crescimento e responsabilidade, é entre crescimento produtivo e estagnação. Líderes empresariais não podem resolver isso sozinhos, mas também não são atores neutros. A questão que se coloca para conselhos e CEOs não é se o mundo está mudando, mas se eles estão preparados para liderar por meio dessa mudança ou permitir que uma narrativa de escassez limite o progresso no meio do caminho.

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