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O dilema da perpetuidade: Como os gigantes brasileiros equilibram legado e inovação

O Dilema da Perpetuidade: Equilibrando Legado e Inovação

Em um país onde o curto prazo costuma ditar o ritmo dos negócios, os representantes dos maiores grupos empresariais do Brasil discutiram o que realmente importa: como construir empresas que atravessam gerações sem perder a relevância. No painel da Expert XP, líderes como Giberto Tomazoni, CEO global da JBS, Paulo Moll, CEO da Rede D’Or, André Gerdau, Presidente do Conselho da Gerdau, e Ederson Muffato, diretor do Grupo Muffato, compartilharam suas visões sobre a longevidade das empresas.

Para André Gerdau, a longevidade não é um acidente, mas uma capacidade constante de reinvenção. “A maior característica de uma empresa de tantos anos é a resiliência, a capacidade de se adaptar e se reinventar”, afirmou. Ele destacou que a velocidade com que o negócio se adapta ao serviço e ao cliente é o grande segredo da longevidade.

Estratégias de Crescimento

O debate sobre alocação de capital expôs visões distintas. Gilberto Tomazzoni, CEO global da JBS, preferiu aquisições como motor de crescimento, citando a velocidade e a previsibilidade de caixa como diferenciais. Já Paulo Moll, CEO da Rede D’Or, defendeu um modelo híbrido, com a empresa crescendo via aquisições, mas também investindo em projetos greenfield em regiões carentes.

Ederson Muffato, diretor do Grupo Muffato, destacou como novos hábitos e tecnologias estão reconfigurando o consumo. Ele mencionou o impacto das apostas online e dos medicamentos para perda de peso, como a caneta emagrecedora, que já provocam um trade-off de categorias no varejo alimentar.

Lições para a Perpetuidade

Os líderes concordaram que o sucesso de longo prazo no Brasil exige coragem para investir, disciplina para gerir o endividamento e, acima de tudo, a humildade de saber que, mesmo com décadas de história, a empresa deve continuar em constante aprendizado. A sucessão e o papel do fundador também foram discutidos, com André Gerdau destacando a importância de separar o conselho da operação e Ederson Muffato enfatizando a continuidade da cultura e dos valores da empresa.

  • A longevidade das empresas é resultado de uma disciplina quase obsessiva com a cultura e uma alocação de capital que não se deixa seduzir pelo modismo.
  • A resiliência e a capacidade de se adaptar e se reinventar são fundamentais para a perpetuidade.
  • O equilíbrio entre legado e inovação é crucial para o sucesso de longo prazo.

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