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No aniversário dos protestos de 2021, Cuba está à escuras com novo blecaute

Cuba: Cinco Anos Depois dos Protestos de 2021

Hoje, Cuba completa cinco anos desde o início dos protestos populares contra o governo, que ocorreram em maio de 2021. Esses protestos foram motivados pela escassez de alimentos e remédios, agravada pela pandemia de Covid-19. Desde então, a crise econômica no país caribenho se agravou, e Cuba tem enfrentado uma grave crise energética.

O último apagão geral ocorreu na tarde de sexta-feira, 10 de junho, e ainda não foi solucionado. A desconexão total do Sistema Elétrico Nacional (SEN) foi informada pela estatal União Elétrica (UNE) às 16h30 da sexta-feira. De acordo com relatórios, 11 das 16 unidades de geração termoelétrica do país não estavam operando devido a falhas ou trabalhos de manutenção, e a geração distribuída permanece praticamente paralisada pela falta de combustível.

Causas e Consequências

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, atribuiu a nova desconexão do Sistema Elétrico Nacional às consequências do castigo coletivo imposto pelo governo dos Estados Unidos contra o povo cubano. Ele destacou que o país passou quatro meses sem receber combustível e que as reservas de petróleo cru doadas pela Rússia já esgotaram, deixando o sistema novamente em uma situação extrema.

A geração elétrica depende fundamentalmente do gás associado produzido no país e do petróleo nacional, enquanto as termoelétricas operam com forte desgaste tecnológico e escassez de peças de reposição. Essa situação é resultado do cerco econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.

Protestos de 2021

Em 11 de julho de 2021, milhares de cubanos saíram às ruas naquela que foi considerada a maior manifestação nacional contra o governo desde a Revolução Cubana de 1959. O governo reagiu com forte repressão e prisões, com mais de 1.400 pessoas detidas e mais de 700 ainda permanecendo atrás das grades.

Um relatório da Human Rights Watch mostrou que os policiais detiveram sistematicamente pessoas que protestavam pacificamente, prenderam críticos e os proibiram de deixar suas casas por dias ou semanas. Muitas pessoas detidas foram mantidas incomunicáveis por dias, semanas e, às vezes, meses, sem poder telefonar ou receber visitas de seus familiares ou advogados.

Mais de 380 manifestantes e transeuntes, incluindo vários adolescentes, foram processados e sentenciados. Muitos julgamentos ocorreram em tribunais militares, o que viola o direito internacional. Muitos foram processados por “sedição” e condenados a penas desproporcionais, de até 25 anos de prisão, por supostamente participarem de incidentes violentos durante os protestos.

O governo não realizou amplas reformas econômicas ou políticas após os protestos, mas permitiu o avanço de pequenas e microempresas. No entanto, aproveitou para deixar mais duras as leis contra as manifestações, inclusive nas redes sociais. Somente em junho de 2026, o Parlamento de Cuba aprovou um conjunto de medidas voltadas ao livre mercado, numa tentativa de atrair investimentos externos.

  • Permitirão empresas privadas com mais de 100 empregados.
  • Capital estrangeiro no setor privado.
  • Contas em moeda estrangeira.

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