Impasse sobre o Fim da Escala 6×1
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, minimizou os boatos sobre uma disputa entre a Casa Legislativa e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno da pauta sobre o fim da escala 6×1. Segundo Motta, não há uma “queda de braço” entre as partes, mas sim uma discussão sobre a forma de atuar para entregar a redução da jornada de trabalho aos trabalhadores brasileiros.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a constitucionalidade da PEC 221/2019, que discute o fim da escala 6×1, permitindo que o texto avance dentro da Casa. Em paralelo, o governo propôs um Projeto de Lei de teor semelhante com requerimento de urgência, visando pressionar o Congresso a avançar sobre o tema.
Próximos Passos
Para Motta, o debate da PEC em uma comissão especial trará mais visibilidade aos setores afetados pela proposta e deixará claro se o texto precisará conter meios de compensação ou prever um período de transição para que o mercado de trabalho se adapte. Alguns pontos a serem considerados incluem:
- Avaliar o impacto fiscal da redução da jornada de trabalho;
- Verificar a necessidade de uma transição para que o mercado de trabalho se adapte;
- Discutir a possibilidade de compensação para o setor produtivo.
O relator da PEC na CCJ, o deputado Paulo Azi, também defende a redução de jornada, mas destaca a importância de entender os limites de cada setor atingido e os ajustes necessários. Além disso, Azi propõe que a redução de jornada ocorra para 40 horas trabalhadas, e não 36, com a limitação de escala máxima sendo cinco dias de trabalho para dois dias de folga.
Com esses pontos em consideração, o governo e a Câmara dos Deputados buscam encontrar uma solução que atenda às necessidades dos trabalhadores brasileiros e do setor produtivo, garantindo uma transição suave e uma redução da jornada de trabalho que seja benéfica para todos.
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