Na Era da IA, CEOs Estão Redefinindo a Força de Trabalho
A forma como as empresas pensam sobre sua força de trabalho está passando por uma transformação silenciosa, impulsionada pela inteligência artificial (IA). De acordo com Tim Walsh, presidente do conselho e CEO da KPMG nos Estados Unidos, a métrica que está guiando essa transformação é o custo marginal de mão de obra. Essa medida financeira reflete a substituição de trabalho humano por tecnologia e a expansão da capacidade sem um crescimento proporcional no número de funcionários.
Uma pesquisa recente da KPMG revelou que 77% dos CEOs de grandes empresas dos EUA acreditam que a IA generativa foi superestimada no último ano, mas seu verdadeiro potencial disruptivo nos próximos cinco a dez anos provavelmente está sendo subestimado. Esses CEOs estão investindo pesadamente em IA, com quase 80% destinando pelo menos 5% de seu orçamento de capital para a tecnologia.
Impacto na Força de Trabalho
O impacto da IA na força de trabalho é uma reconfiguração gradual, mas significativa, de como o trabalho é realizado e de quem o executa. Cinquenta e cinco por cento dos CEOs disseram que a IA os levará a aumentar as contratações no próximo ano, mas a composição da força de trabalho está mudando. Empregos que consistem em tarefas repetitivas estão em risco, enquanto trabalhadores do conhecimento que construem relacionamentos, geram negócios e fazem julgamentos complexos são menos propensos a ser substituídos.
No entanto, dois terços dos CEOs admitiram que ainda não redefiniram funções ou trajetórias de carreira para levar a IA em conta. Isso é uma preocupação, pois as empresas podem acabar formando uma geração de gestores que nunca precisaram desenvolver capacidade de julgamento por meio da experiência no mundo real.
Pressão para Acompanhar
A pressão para acompanhar a inovação em IA é real, e os CEOs estão sob escrutínio para entregar ganhos de produtividade. A substituição de trabalho humano por tecnologia é uma expressão financeira da pressão para reduzir o custo marginal de mão de obra. Sessenta por cento dos CEOs identificaram o ritmo da inovação em IA e a gestão de riscos como o fator mais importante para a prosperidade de suas organizações nos próximos três anos.
Em resumo, a era da IA está redesenhando a forma como as empresas pensam sobre sua força de trabalho. A métrica do custo marginal de mão de obra está guiando as decisões de investimento em IA, e os CEOs estão sob pressão para entregar ganhos de produtividade. Embora haja incertezas sobre o impacto da IA no mercado de trabalho, uma coisa é certa: a forma como o trabalho é realizado e de quem o executa está passando por uma transformação significativa.
- Custo marginal de mão de obra: a métrica que está guiando as decisões de investimento em IA.
- Substituição de trabalho humano por tecnologia: a expressão financeira da pressão para reduzir o custo marginal de mão de obra.
- Reconfiguração da força de trabalho: a forma como o trabalho é realizado e de quem o executa está passando por uma transformação gradual, mas significativa.
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