Protestos na Albânia contra Hotel de Luxo Ligado à Família Trump
Dezenas de milhares de pessoas participaram de um protesto no sábado, 4 de julho, em Tirana, capital da Albânia, contra a construção de um hotel de luxo ligado à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este foi o 35º protesto consecutivo desde o início dos movimentos, no fim de maio, contra o empreendimento turístico que está previsto para ser construído em uma área protegida do país.
A manifestação, conhecida como “Revolução dos Flamingos”, não se limita apenas à oposição ao hotel, mas também pede a renúncia do primeiro-ministro albanês, Edi Rama, devido à falta de transparência do governo em relação ao projeto. Os manifestantes alegam que o empreendimento, avaliado em US$ 4,6 bilhões, representa um risco ambiental para uma lagoa próxima, importante para aves migratórias.
Motivos do Protesto
- Falta de transparência do governo em relação ao projeto;
- Risco ambiental para a lagoa e as aves migratórias;
- Construção do hotel em uma área protegida.
Os protestos têm sido marcados por confrontos entre manifestantes e a polícia. Na quinta-feira anterior ao protesto de sábado, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra manifestantes que tentavam chegar à sede do Parlamento albanês. Segundo a polícia, cerca de 15 agentes ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos naquele dia.
Os manifestantes exibem cartazes durante os protestos, demonstrando seu descontentamento com o governo e a construção do hotel. A manifestante Alketa Ademi, de 40 anos, afirmou que o movimento evoluiu para um descontentamento mais amplo com o governo, citando a falta de transparência e a arrogância como motivos para a renúncia do primeiro-ministro.
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