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MP processa influenciador que defendeu retirar direito de voto de pessoas pobres

MP Processa Influenciador por Declarações Discriminatórias

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes, conhecido como Léo Marcondes, por declarações consideradas discriminatórias. As declarações, publicadas em vídeos no Instagram, defendem a retirada do direito de voto de pessoas pobres, associando pobreza à incapacidade de exercer direitos políticos.

Segundo o MP-SP, os vídeos promovem discurso de ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. O caso é conduzido pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da capital paulista. O influenciador, que tem cerca de 1,3 milhão de seguidores no Instagram, é ex-atleta profissional de vôlei e se apresenta como educador financeiro.

Declarações do Influenciador

Em um dos vídeos, Marcondes afirma que pessoas pobres “não souberam tomar boas decisões” para a própria vida e, por isso, não deveriam participar da escolha dos governantes. Ele sustenta que o poder de decisão sobre os rumos do país deveria ficar restrito aos ricos até que pessoas de baixa renda alcançassem melhores condições financeiras.

Essas declarações extrapolam o debate político e reforçam estereótipos contra pessoas pobres, segundo o promotor Ricardo Manuel Castro. A mensagem associa a condição econômica à falta de responsabilidade e de capacidade para participar da vida democrática.

Caracterização de Aporofobia

Para o Ministério Público, esse tipo de discurso caracteriza aporofobia, termo utilizado para designar discriminação ou hostilidade dirigida a pessoas em situação de pobreza. A ação civil pública também inclui a Meta, responsável por plataformas como Instagram e Facebook, onde o conteúdo foi publicado.

  • O MP-SP ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes.
  • As declarações do influenciador associam pobreza à incapacidade de exercer direitos políticos.
  • O caso é conduzido pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da capital paulista.
  • A ação civil pública também inclui a Meta, responsável por plataformas como Instagram e Facebook.

O Ministério Público busca responsabilizar o influenciador e a plataforma por promover discurso de ódio e discriminação contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

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