Resultados Positivos da Motiva no 4T
A Motiva (MOTV3) divulgou resultados positivos no 4º trimestre, com um crescimento de 24% no lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA). Esse desempenho foi impulsionado pelos segmentos de rodovias e mobilidade urbana, que registraram crescimentos de 21% e 65%, respectivamente. O setor de aeroportos também apresentou uma alta de 32%.
Os analistas do mercado mantiveram suas recomendações de compra para a ação, considerando os bons números apresentados. No entanto, às 16h (horário de Brasília), as ações da Motiva recuavam cerca de 2%, a R$ 16,85. Isso pode ser atribuído a fatores como a alta do PIB acima do esperado, que pode impulsionar o tráfego em rodovias pedagiadas, e a possibilidade de novos projetos com retornos acima do custo de capital.
Desempenho por Segmento
- Rodovias: O tráfego total em rodovias pedagiadas apresentou alta de cerca de 1% ao ano, impulsionado pelo free flow na Rota Socorabana, a concessão da PRVias e os desempenhos positivos RioSP, SPVias e Autoban.
- Mobilidade Urbana: O resultado foi puxado pelos bons retornos nos ativos do Rio de Janeiro e São Paulo, que mantiveram tráfego estável (1% ao ano), enquanto as tarifas aumentaram (3% a/a).
- Aeroportos: A receita com os ativos aeroportuários também cresceu 9% ao ano, impulsionado pela expansão de 6% no tráfego no período.
As receitas líquidas consolidadas cresceram cerca de 7% a/a, ficando 4% abaixo das expectativas do Goldman Sachs. No entanto, os custos caixa ajustados caíram -13% a/a, desempenho melhor que o esperado pelo banco. Esse equilíbrio levou à expansão do EBITDA ajustado em +24% a/a.
A alavancagem ficou estável em relação ao trimestre anterior, de acordo com a XP. O resultado refletiu pagamentos recentes de outorgas de novos projetos, enquanto o EBITDA ainda não atingiu sua maturidade plena. A ação ainda está exposta a alguns riscos de alta, como o crescimento do PIB acima do esperado, impulsionando o tráfego em rodovias pedagiadas.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link