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Mortes infantis podem subir pela 1ª vez no século após cortes de ajuda, diz Fundação

Mortes Infantis em Aumento: Um Retrocesso no Século

A Fundação Gates alertou que cerca de 200.000 crianças a mais podem morrer antes de completar cinco anos neste ano em comparação com 2024, marcando o primeiro aumento de mortes infantis evitáveis neste século. Esse aumento é atribuído principalmente aos cortes na ajuda internacional, que começaram com os Estados Unidos e se espalharam para outros grandes doadores como o Reino Unido e a Alemanha.

De acordo com o relatório anual Goalkeepers da Fundação Gates, as mortes de crianças caíram quase pela metade desde 2000, mas agora esse progresso está se revertendo devido aos desafios crescentes. O presidente da fundação, Bill Gates, destacou que os cortes na ajuda internacional são uma das principais razões para essa reversão, embora outros fatores como dívidas crescentes e sistemas de saúde frágeis também sejam contribuintes.

Os números apresentados no relatório são baseados em modelos do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington e indicam que o aumento no número de mortes pode se igualar ao número de 2023. Além disso, se os cortes forem permanentes, isso poderá resultar em entre 12 e 16 milhões de mortes de crianças a mais até 2045, dependendo dos níveis de financiamento.

Causas e Consequências

As principais causas para o aumento das mortes infantis incluem:

  • Cortes na ajuda internacional, que reduziram a assistência ao desenvolvimento global para a saúde em pouco menos de 27% este ano em comparação com 2024.
  • Dívidas crescentes e sistemas de saúde frágeis em vários países.

Bill Gates pediu que governos e pessoas se mobilizem para focar em soluções inovadoras e comprovadas, como a vacinação e o investimento em cuidados primários de saúde, para melhorar a saúde infantil e reverter essa tendência alarmante.

É fundamental que haja uma ação coordenada para enfrentar esses desafios e garantir que o progresso feito nas últimas décadas não seja perdido. A saúde infantil é um direito fundamental, e é nossa responsabilidade coletiva protegê-la e promovê-la.

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