Morte de Bira Haway: Um Legado no Pagode dos Anos 1990
A morte de Ubirajara de Souza, conhecido como Bira Haway, marca o fim de uma era no mundo do samba e do pagode. Com uma carreira que abrangeu mais de quatro décadas, Bira Haway foi um dos principais arquitetos do pagode romântico da década de 1990.
Como ritmista, Bira Haway começou sua carreira aos 13 anos e se tornou um instrumentista polivalente, habilidoso em instrumentos como surdo, repique de mão e tantã. Ele trabalhou com cantores como Zeca Pagodinho e se destacou como percussionista, compositor e intérprete de sambas de enredo. Em 1989, ele puxou o samba da escola Estácio de Sá no Carnaval.
No entanto, é como produtor musical que Bira Haway deixou sua marca mais duradoura no universo do samba. Ele produziu álbuns para grupos de pagode como Exaltasamba, Molejo, Revelação e Soweto, e seu nome figura nos créditos de álbuns relevantes do pagode dos anos 1990, como “Cartão postal” (Exaltasamba, 1998), “Refém do coração” (Soweto, 1997), “Farol das estrelas” (Soweto, 1999) e “Não quero saber de ti ti ti” (Molejo, 1996).
- Exaltasamba: “Cartão postal” (1998)
- Soweto: “Refém do coração” (1997) e “Farol das estrelas” (1999)
- Molejo: “Não quero saber de ti ti ti” (1996)
A partir de 1983, Bira Haway passou a priorizar o ofício de produtor musical e fez nome no samba, a partir da década de 1990. Seu legado no pagode é inegável, e sua contribuição para o gênero será lembrada por gerações.
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