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Morreu Angelita Habr-Gama, uma das médicas mais premiadas do Brasil

A médica e pesquisadora Angelita Habr-Gama, referência mundial em coloproctologia, morreu aos 93 anos. Ela estava internada desde 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, mas a causa da morte não foi divulgada.

Nascida na Ilha de Marajó, no Pará, Angelita Habr-Gama se mudou para São Paulo com sua família após a morte de seu irmão. Ela decidiu prestar Medicina, apesar da resistência de seu pai, e foi aprovada para ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em 1952.

Após terminar a graduação, Angelita enfrentou a desconfiança de alguns professores quando decidiu tentar a carreira de cirurgiã. No entanto, ela insistiu e se tornou a primeira mulher a fazer residência em cirurgia no Hospital das Clínicas da USP. Ela também foi a primeira mulher a chefiar o Departamento de Cirurgia da instituição.

Angelita integrou a equipe que cuidou de Tancredo Neves e foi reconhecida internacionalmente por suas contribuições para a medicina. Ela foi professora emérita da FMUSP, membro de várias sociedades médicas e destacada cientista na pesquisa de tratamento do câncer colorretal.

Algumas de suas conquistas incluem:

  • Tornou-se a primeira mulher a receber a medalha Bigelow, reconhecimento criado pela Sociedade de Cirurgia de Boston;
  • Desenvolveu um protocolo para o tratamento de câncer de reto sem a obrigatoriedade de posterior cirurgia;
  • Foi reconhecida pela Universidade de Stanford como uma das médicas que mais contribuíram para o desenvolvimento da Ciência no mundo.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz lamentou a morte de Angelita e destacou sua importância para a instituição e para a medicina brasileira. “Perdemos uma grande profissional e uma colega de quem sempre iremos nos lembrar com respeito, gratidão, carinho e admiração”, disse o hospital.

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