Moradores e Comerciantes de Leme e Copacabana Sofrem com Falta de Luz e Água
Moradores e comerciantes do Leme e de parte de Copacabana enfrentaram o terceiro dia seguido sem energia elétrica, o que causou uma série de problemas, incluindo a falta de água, pois as bombas d’água não podiam ser acionadas. A Light, empresa responsável pelo fornecimento de energia, informou que o apagão foi causado por furtos de cabos e que está trabalhando para restabelecer o fornecimento.
Os comerciantes foram particularmente afetados, com perdas significativas de faturamento devido à falta de energia. O presidente do Polo Gastronômico da Zona Sul, Thiago Moura, estimou que pelo menos 15 restaurantes associados foram afetados, com perdas que chegam a R$ 1,35 milhão. Além disso, os restaurantes tiveram que descartar produtos que precisam de refrigeração, o que aumentou o prejuízo.
- O restaurante Conexão Tropical, localizado na Rua Belfort Roxo, em Copacabana, calcula um prejuízo de cerca de R$ 40 mil após ficar sem energia por dois dias.
- A sorveteria Sorvetiño, na Avenida Prado Júnior, perdeu cerca de R$ 8 mil devido à falta de energia e internet.
- O salão de beleza de Eduarda Rodrigues perdeu 20 clientes no domingo e teve que cobrar menos por um serviço devido à falta de energia.
A Light instalou geradores em alguns pontos para atender a parte dos imóveis, mas muitos estabelecimentos tiveram que alugar geradores por conta própria. A empresa também foi notificada pelo Procon Carioca para apresentar esclarecimentos sobre o restabelecimento do serviço e ressarcir os consumidores por perdas de alimentos e danos a eletrodomésticos.
A Justiça determinou que a Light reestabeleça a energia elétrica em todas as unidades consumidoras afetadas, sob pena de multa de R$ 200 mil. A Defensoria Pública do Estado do Rio destacou que a demora na solução do problema expõe moradores a riscos de segurança e à perda de alimentos e medicamentos.
Os comerciantes também tiveram que lidar com a falta de sinal de internet, o que impossibilitou o uso de pagamentos em cartão de crédito. A loja de sorvetes Sorvetiño, por exemplo, teve que operar apenas com Pix e dinheiro.
Em alguns estabelecimentos, como a borracharia Borracharia Legal, a falta de energia elétrica foi particularmente problemática, pois dependem totalmente da energia para operar. A loja calcula uma perda de R$ 6 mil em dois dias.
Além disso, a falta de energia também afetou a pneu dos carros, pois as borracharias não puderam funcionar normalmente.
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