Ministro da Agricultura Alerta sobre Alta de Preços de Fertilizantes
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, expressou preocupação com o aumento recente dos preços dos fertilizantes, especialmente os nitrogenados, que subiram cerca de 37% sem justificativa ligada aos custos. Ele considera esse movimento como especulativo e aconselha os produtores a evitarem compras neste momento, recomendando aguardar uma acomodação do mercado, pois a necessidade de reposição só deve ocorrer a partir de setembro ou outubro.
Segundo Fávaro, “não é hora de sair comprando” e os produtores devem esperar, pois só precisarão de fertilizantes novos em setembro ou outubro. Além disso, o ministro afirmou que o governo está atento a possíveis práticas abusivas, como a formação de cartel e a especulação, e buscará estímulo a soluções tecnológicas para reduzir a dependência externa.
Medidas para Reduzir a Dependência Externa
Para mitigar os efeitos da guerra sobre o agronegócio, Fávaro defendeu a busca por alternativas para reduzir custos, como o uso de inoculantes biológicos, que podem diminuir a necessidade de fertilizantes nitrogenados. Além disso, ele destacou o papel dos biocombustíveis na segurança energética e na redução da dependência do diesel importado.
Embora o ministro tenha reconhecido que o agronegócio está passando por um momento difícil devido a juros elevados e efeitos da guerra sobre combustíveis e fertilizantes, ele acredita que o setor mantém capacidade de reação. Ainda, ele assegurou que não há risco imediato de desabastecimento para a safra atual, pois os insumos já haviam sido adquiridos antes da escalada do conflito.
- O governo está atento a possíveis práticas abusivas no mercado de fertilizantes.
- O uso de inoculantes biológicos pode ser uma alternativa para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados.
- Os biocombustíveis têm um papel importante na segurança energética e na redução da dependência do diesel importado.
Em resumo, o ministro da Agricultura está trabalhando para proteger os produtores rurais de práticas abusivas e buscando soluções para reduzir a dependência externa, ao mesmo tempo em que destaca a importância de manter a cautela em face dos desafios impostos pela guerra.
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