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Minha Casa, Minha Vida opera com R$ 180 bi em 2025 – e quer mais em 2026

Minha Casa, Minha Vida: Um Programa em Expansão

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) encerrou 2025 como um dos principais motores da política social e econômica do governo federal, operando com um orçamento recorde de R$ 180 bilhões. O programa atingiu uma forte adesão popular e impacto direto sobre o mercado imobiliário, a geração de empregos e o crédito habitacional.

Desde a retomada do programa, em 2023, já foram contratadas cerca de 1,9 milhão de moradias, com a meta oficial de alcançar 3 milhões de unidades até o fim de 2026. O impacto sobre a economia foi relevante, com a construção civil ganhando fôlego e o setor imobiliário respondendo por mais de 60% dos lançamentos e vendas de imóveis residenciais em mercados como o de São Paulo.

Expansão para a Classe Média

Um dos movimentos mais relevantes de 2025 foi a expansão do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, historicamente menos atendida pelas políticas habitacionais federais. A criação da Faixa 4 do programa, voltada a famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, permite o financiamento de imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil, com taxas de juros em torno de 10% ao ano e prazo de pagamento de até 35 anos.

As condições são consideradas mais vantajosas do que as oferecidas no crédito imobiliário tradicional, especialmente em um cenário de juros ainda elevados no país. A Caixa Econômica Federal começou a operar essa linha em 2025, com a expectativa de beneficiar dezenas de milhares de famílias já na largada.

Crédito Imobiliário e Ajustes no Teto

Outro fator que ajudou a impulsionar o programa foi a revisão dos tetos de valor dos imóveis financiáveis, especialmente em grandes centros urbanos. Em algumas cidades, o limite passou a chegar a R$ 275 mil, o que ampliou a viabilidade de novos projetos e melhorou a percepção das construtoras em relação ao programa.

Segundo analistas de mercado, o ajuste nos tetos – aliado à previsibilidade dos recursos do FGTS – ajudou a destravar investimentos e a sustentar o bom humor do setor imobiliário ao longo de 2025, mesmo em meio aos juros elevados. Além disso, o programa também gerou empregos formais, com mais de 190 mil novas vagas com carteira assinada criadas até novembro de 2025.

O que Esperar em 2026

Para 2026, o governo sinaliza continuidade do orçamento robusto e ajustes finos no desenho do programa. O FGTS deve destinar cerca de R$ 144,5 bilhões à habitação, com ampliação dos subsídios por família e manutenção da política de juros diferenciados.

  • Expansão de parcerias público-privadas, sobretudo em projetos de locação social;
  • Fortalecimento da Faixa 4 como política permanente para a classe média;
  • Ajustes nos tetos de financiamento e programas complementares.

Contudo, apesar do balanço positivo, especialistas alertam que o desempenho do programa em 2026 dependerá do ritmo da economia, da trajetória dos juros e da capacidade de execução dos recursos.

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