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Mesmo com renegociações do Desenrola 2.0, inadimplência segue em patamar recorde

Inadimplência no Sistema Financeiro

A taxa média de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro permaneceu estável em junho, em 4,7%, o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC) iniciada em 2011. Os dados constam do relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC, divulgados recentemente.

Considerando apenas pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 5,6%. No caso das empresas, o índice ficou estável em 3,2% no mês passado, o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%). A inadimplência e seus efeitos no bolso da população estão entre as principais preocupações do governo.

Desenrola Brasil e Renegociações

O governo lançou em maio uma nova versão do Desenrola Brasil, que permitiu a negociação de ao menos R$ 44,7 bilhões em crédito em menos de três meses. No entanto, os atrasos nos pagamentos seguiram estáveis. Diante disso, o governo decidiu prorrogar em mais 30 dias o prazo para renegociação.

É importante notar que o indicador de inadimplência disparou no último ano, com um aumento de 1 ponto percentual nos últimos 12 meses. As categorias de crédito acompanhadas pelo BC incluem o direcionado e o livre, cada um com suas próprias características e taxas de juros.

  • O crédito direcionado é aquele com destinação específica, criado para financiar setores considerados estratégicos, como habitação, agricultura e infraestrutura.
  • O crédito livre abrange empréstimos em que as instituições financeiras têm autonomia para definir as taxas de juros, os prazos e a destinação dos recursos.

Considerando o crédito livre, a inadimplência das famílias também permaneceu em 7,6%, um recorde. Esses dados destacam a importância de políticas eficazes para lidar com a inadimplência e apoiar a população.

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