Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% este ano
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,86% para 4,89% este ano, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central (BC). Essa é a oitava semana seguida em que a previsão para o IPCA foi elevada, ultrapassando o limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
A guerra no Oriente Médio tem pressionado o preço dos combustíveis e a inflação, contribuindo para o aumento da previsão do IPCA. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88%, ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Projeções para os próximos anos
Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Já a previsão para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,8% para 1,75%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro espera que ela seja reduzida para 13% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
- A previsão do mercado financeiro para o IPCA passou de 4,86% para 4,89% este ano.
- A guerra no Oriente Médio tem pressionado o preço dos combustíveis e a inflação.
- A previsão para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.
O Banco Central usa a taxa básica de juros, a Selic, como principal instrumento para controlar a inflação. A redução da Selic pode estimular a produção e o consumo, mas também pode dificultar o controle sobre a inflação.
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