Mercado de Capitais no Brasil
O mercado de capitais brasileiro alcançou um novo recorde em janeiro, com captações que totalizaram R$ 59,9 bilhões. Esse valor representa um aumento de 30,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
A renda fixa foi o principal motor das captações, com um volume de R$ 46,2 bilhões. As debêntures, que são o principal instrumento da classe de renda fixa, captaram R$ 26,9 bilhões, embora tenham apresentado uma queda em comparação com os R$ 28,5 bilhões captados em janeiro do ano passado.
Destinação dos Recursos
A maior parte dos recursos captados via debêntures foi destinada para investimentos em infraestrutura (41,4%) e gestão ordinária (28,2%). O prazo médio dos papéis alcançou 7,3 anos.
Além disso, as notas comerciais e os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) também apresentaram desempenho notável, com volumes recorde para janeiro. As notas comerciais chegaram a R$ 6,4 bilhões, mais do que quadruplicando o valor contabilizado no mesmo mês do ano passado, enquanto os FIDCs registraram R$ 7,0 bilhões, um aumento de 98,6% em comparação com o mesmo período de 2025.
Análise do Mercado
De acordo com Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, o desempenho desses instrumentos é interessante, pois atendem também empresas de menor porte, evidenciando o leque de opções no mercado de capitais para atender as necessidades de financiamento das companhias de diversas características e portes.
Outros instrumentos, como os CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio), apresentaram quedas expressivas de 21,3% e 60,1%, respectivamente, na comparação anual.
- CRIs: R$ 3,2 bilhões
- CRAs: R$ 908 milhões
- Fundos Imobiliários: R$ 4,8 bilhões, com aumento de 18,9% na comparação anual
- Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagros): R$ 955 milhões, com queda de 8,6% no mesmo comparativo
Na renda variável, duas operações de follow-on totalizaram R$ 7,9 bilhões, enquanto no mesmo mês do ano passado não houve ofertas.
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