Renúncias no Conselho Fiscal do BRB
Dois membros do conselho fiscal do Banco de Brasília (BRB) renunciaram ao cargo após serem apadrinhados pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e por um fundo da Reag Investimentos. As renúncias foram anunciadas na última sexta-feira e produziram efeitos imediatos.
Os membros que renunciaram, Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa, afirmaram que não tinham conhecimento da indicação atribuída ao Fundo Borneo, da Reag. Eles declararam que não possuem qualquer vínculo ou relação com o fundo e que não conhecem seus representantes ou administradores.
Investigações e Controvérsias
A Reag Investimentos está sendo investigada por operações fraudulentas com o Banco Master. A Polícia Federal apontou R$ 12,2 bilhões de créditos inexistentes que teriam sido adquiridos de janeiro a junho de 2025. O BRB começou a comprar carteiras do Master na metade de 2024, e a operação foi barrada pelo Banco Central em setembro.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está investigando Ibaneis e sua chefe de gabinete, Juliana Monici Souza Pinheiro, em um processo sigiloso relacionado ao caso Master. O BRB foi questionado pela CVM sobre as indicações ligadas ao fundo da Reag.
Consequências e Repercussões
As renúncias dos membros do conselho fiscal podem ter implicações significativas para o BRB e para as investigações em curso. O Conselho Fiscal tem o dever de fiscalizar os atos da gestão do banco e pode pedir informações e questionar os resultados contábeis da instituição financeira.
A Reag Investimentos também está sendo investigada por abrigar fundos usados por suspeitos de sonegação e envolvimento com o crime organizado no setor de combustíveis. A operação passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeita de fraude.
- Os membros do conselho fiscal renunciaram após serem apadrinhados pelo governador do Distrito Federal e por um fundo da Reag Investimentos.
- A Reag Investimentos está sendo investigada por operações fraudulentas com o Banco Master.
- O BRB começou a comprar carteiras do Master na metade de 2024, e a operação foi barrada pelo Banco Central em setembro.
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