Melhora no Emprego e Menor Pessimismo Econômico Ajudam Lula
A pesquisa Genial/Quaest divulgada recentemente mostra que a melhora gradual na percepção da economia está produzindo efeitos políticos para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os indicadores ligados a emprego, expectativa econômica e consumo ficaram menos negativos nos últimos meses, o que coincidiu com a redução da desaprovação do governo.
Segundo o levantamento, a avaliação negativa do governo caiu de 52% para 49% entre abril e maio, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%. Embora a percepção sobre inflação e poder de compra continue ruim, os dados indicam uma desaceleração do pessimismo econômico em segmentos importantes do eleitorado, especialmente entre independentes e faixas de renda mais baixas.
Principais Pontos da Pesquisa
- 40% acreditam que a economia brasileira vai melhorar nos próximos 12 meses.
- Os que esperam piora caíram de 32% para 27%.
- A fatia dos brasileiros que afirmam estar mais fácil conseguir emprego saiu de 37% para 38%.
- Os que dizem estar mais difícil recuaram de 53% para 51%.
A percepção negativa sobre a economia segue predominante, mas perdeu intensidade em relação aos picos registrados no início do ano. Em abril, 50% afirmavam que a economia havia piorado nos últimos 12 meses. Agora, o índice caiu para 46%.
O governo também tenta acelerar políticas voltadas à renda e ao crédito para ampliar a sensação de melhora econômica. O principal exemplo é o Desenrola 2.0, lançado com foco em famílias endividadas. Segundo a pesquisa, 57% já ouviram falar do programa, e metade dos entrevistados considera a iniciativa uma boa ideia.
A estratégia do Planalto é concentrar medidas de impacto mais imediato sobre consumo, crédito e renegociação financeira para tentar recuperar segmentos que se afastaram do governo ao longo de 2025, principalmente a classe média baixa e trabalhadores informais.
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