Reunião entre Brasil e EUA sobre Tarifas
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizou uma reunião de alto nível com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir as tarifas que podem ser aplicadas pelo governo americano contra produtos brasileiros.
Na reunião, o MDIC reiterou o caráter injusto da aplicação das recomendações já divulgadas, seja a resultante da Seção 301 específica para o Brasil, de sobretaxas de 25%, seja a de 12,5% (Seção 301 – trabalho forçado) aplicável a outras 59 economias.
As autoridades dos dois países vêm se reunindo desde 7 de maio, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump decidiram estabelecer um grupo de trabalho dedicado ao diálogo comercial. Além do MDIC, participaram da agenda as equipes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial do Presidente da República.
Motivos das Tarifas
Os EUA acusam o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.
Algumas das razões apontadas incluem:
- Práticas ilegais em comércio digital
- Serviços de pagamento eletrônico, como o Pix
- Tarifas preferenciais
- Proteção de propriedade intelectual
- Acesso ao mercado de etanol
- Questões ambientais, como o desmatamento ilegal
O prazo para decisão final e anúncio da medida terminará nesta quarta-feira, 15 de julho. Também é esperada a definição da lista de bens expostos à recomendação, que já conta com aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais.
O governo brasileiro reiterou que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado.
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