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Investigação sobre Contratos Irregulares

A Polícia Civil está investigando suspeitas de irregularidades em contratos com a Prefeitura de São Paulo, envolvendo a empresa Complexysys Soluções Integradas Ltda. e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-SP) pagou cerca de R$ 154 mil à Complexysys, que é citada na investigação.

Um dos principais contratos em questão é com o ICB, presidido por Karina Gama, que também é sócia da produtora Go UP, responsável por produzir o filme “Dark Horse”, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. O contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo é de R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da periferia paulistana.

A suspeita é de que parte dos recursos destinados ao projeto público tenha sido desviada para financiar a produção cinematográfica. A investigação também aponta que o ICB não tem experiência comprovada em projetos de infraestrutura de internet e que os valores pagos pela administração municipal superam de forma significativa referências utilizadas por órgãos públicos para serviços semelhantes.

Contrato com a Complexysys

A Complexysys recebeu recursos do gabinete de Frias entre setembro de 2024 e abril de 2026. A empresa afirmou que os pagamentos feitos pelo gabinete são decorrentes da prestação de serviços de licenciamento de tecnologia para disponibilizar o sistema CRM Político, em pagamentos mensais de R$ 7.700.

Antes da contratação da Complexysys, o mesmo serviço era prestado pela GTrend, empresa de Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina. A GTrend recebeu R$ 115,6 mil do deputado entre abril de 2023 e agosto de 2024.

Investigação em Curso

A investigação está em curso e aponta indícios de irregularidades nos contratos e na execução do projeto. A Polícia Civil está analisando se os recursos destinados ao projeto foram desviados e se os contratos foram firmados de forma irregular.

  • A investigação aponta que o ICB não tem experiência comprovada em projetos de infraestrutura de internet.
  • Os valores pagos pela administração municipal superam de forma significativa referências utilizadas por órgãos públicos para serviços semelhantes.
  • A execução do projeto está sob questionamento, com apenas 3,2 mil pontos de acesso à internet entregues, apesar do contrato prever a instalação de 5 mil pontos.

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