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Empreendimentos em Favelas: Um Novo Ciclo de Desenvolvimento

De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Data Favela, mais da metade dos negócios em favelas no Brasil foram abertos a partir da pandemia da covid-19. Isso mostra que, apesar dos desafios, as comunidades têm encontrado maneiras de se reinventar e gerar renda.

Um exemplo disso é a história de Ligia Emanuel da Silva, que abriu um pequeno negócio em Rio Tinto, litoral norte da Paraíba, durante a pandemia. Ela começou a produzir e vender acessórios e adornos baseados na cultura, estética e ancestralidade africanas, e hoje trabalha sozinha, motivada por uma combinação de fatores econômicos e culturais.

A pesquisa do Data Favela entrevistou 1.000 empreendedores de favelas em todo o Brasil e identificou que 56% dos negócios começaram a funcionar a partir de fevereiro de 2020, quando a pandemia da covid-19 deu sinais pelo Brasil. Além disso, 12% dos negócios foram abertos entre fevereiro de 2020 e abril de 2022, e 44% foram estabelecidos a partir de maio de 2022.

  • 23% dos empreendedores têm faturamento de até um salário mínimo;
  • 28% arrecadam entre um e dois mínimos;
  • 51% faturam até R$ 3.040;
  • 5% têm receita superior a R$ 15,2 mil.

Os principais desafios enfrentados pelos empreendedores de favela incluem falta de capital (51%) e dificuldade de acesso ao crédito (25%). No entanto, a pesquisa também mostra que os empreendedores estão encontrando maneiras de superar esses desafios, como utilizando economias pessoais ou da família para abrir o negócio.

A diretora de Marketing da VR, Karina Meyer, destaca que “para muitos, empreender não foi uma escolha planejada, mas uma necessidade imposta pela falta de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência de gerar renda”. Além disso, Cleo Santana, do Data Favela, enfatiza que os negócios nas comunidades têm um papel importante no desenvolvimento desses territórios, pois “conforme um negócio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local”.

Os empreendedores das favelas e periferias movimentam R$ 300 bilhões por ano, de acordo com o Data Favela. Isso mostra que essas comunidades têm um grande potencial econômico e que os negócios podem ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento desses territórios.

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