Impacto da Guerra na América Latina e Caribe
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) publicou um estudo que analisa o impacto da guerra no Golfo Pérsico na região. Embora os países da América Latina e Caribe tenham uma exposição comercial e logística direta limitada em relação ao conflito, a região já foi afetada pela guerra pelo canal de transmissão da inflação.
O estudo destaca que a região se encontra em uma posição relativamente mais favorável em comparação com regiões como a Ásia ou a Europa, devido ao fato de que algumas das maiores economias da região são exportadoras líquidas de hidrocarbonetos. No entanto, o choque energético pode se traduzir em pressões inflacionárias, disrupções nas cadeias de suprimento e um eventual endurecimento das condições financeiras internacionais.
- A inflação é o principal canal de transmissão do choque energético para as economias da América Latina e do Caribe.
- O aumento dos preços do petróleo e de outros produtos básicos gerou pressões inflacionárias na região.
- A Cepal cita os canais comercial, fiscal, de preços, de desaceleração da economia mundial, financeiro e de política monetária como possíveis canais de transmissão do choque energético.
O estudo também destaca que a região conta com uma matriz elétrica excepcionalmente limpa, com geração de eletricidade proveniente de fontes renováveis ultrapassando 64%. Isso atenua a transmissão do choque energético para os custos de geração de eletricidade.
A Cepal alerta que o encarecimento dos fertilizantes põe em risco os rendimentos agrícolas das colheitas e exerce pressão de alta sobre os preços dos alimentos. O Brasil está particularmente exposto a esse canal, por sua condição de grande exportador agrícola que depende em grande medida de fertilizantes importados.
Em resumo, o impacto da guerra na América Latina e Caribe foi principalmente na inflação, com pressões inflacionárias geradas pelo aumento dos preços do petróleo e de outros produtos básicos. A região deve estar atenta aos possíveis efeitos totais no ano e tomar medidas para mitigar os impactos negativos.
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