Orçamento de 2026: Lula Sanciona com Vetos a Emendas Parlamentares
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, com vetos parciais a cerca de R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Essa decisão faz parte de um processo de contenção de gastos, considerando que o Orçamento da União para este ano será de R$ 6,54 trilhões, com aproximadamente R$ 50 bilhões destinados a emendas parlamentares.
Entre os itens vetados, estão recursos para projetos de irrigação no Nordeste e obras em vários estados, como Amapá, Tocantins, Ceará, Paraíba, Bahia, São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Pernambuco. O Palácio do Planalto justificou os vetos, afirmando que esses dispositivos estavam em desacordo com a Lei Complementar nº 210/2024.
Contenção de Gastos e Acordo com o Legislativo
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, havia antecipado a contenção de gastos, mencionando que o governo estudava como barrar o recurso, seja por veto, bloqueio ou remanejamento. Ele também fez referência a um acordo feito entre Legislativo e Executivo em 2024, que define o volume de emendas e como elas podem crescer, sujeitando-se ao arcabouço fiscal.
Alguns pontos importantes do orçamento sancionado incluem:
- A área da educação terá um orçamento de R$ 233,7 bilhões, um aumento em relação a 2025.
- A área da saúde terá R$ 271,3 bilhões, também um aumento em relação ao ano anterior.
- Um superávit primário de R$ 34,2 bilhões está previsto, mesmo com o crescimento do gasto público em ano eleitoral.
Essas decisões são especialmente sensíveis em 2026, quando o país irá às urnas para eleições gerais. A pressão do Legislativo sobre a execução orçamentária é alta, e o governo busca equilibrar as necessidades de gastos com a responsabilidade fiscal.
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