Lucro do FGTS: Entenda como Funciona o Depósito nas Contas
A Caixa Econômica Federal está finalizando os depósitos da divisão do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas contas dos trabalhadores. Esse processo, que começou recentemente, visa distribuir uma parcela significativa do lucro do FGTS entre os cotistas. O valor a ser rateado representa 89% do lucro apresentado pelo FGTS no ano passado, totalizando R$ 14,7 bilhões.
Terão direito ao crédito trabalhadores com saldo nas contas ativas e inativas em 31 de dezembro de 2025. No entanto, é importante notar que o dinheiro só poderá ser sacado nas condições específicas para retirada do FGTS, como demissões sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria ou casos de doenças graves.
Quem Tem Direito ao Lucro do FGTS?
Todos os trabalhadores que tinham saldo no Fundo de Garantia em 31 de dezembro de 2025 vão receber uma fatia do lucro do FGTS. O valor será proporcional ao saldo existente nesta data. Por exemplo, quem tinha R$ 10 mil em 31 de dezembro de 2025, vai ganhar agora R$ 186,83.
A Caixa vai fazer o depósito até o fim de agosto. É importante lembrar que o dinheiro será depositado na conta do Fundo e só poderá ser retirado nas condições previstas, como para comprar casa própria, para se tratar de doença grave, se for demitido sem justa causa ou se tiver aderido ao saque-aniversário.
Como Consultar o Saldo do FGTS?
A consulta do saldo pode ser feita pelo site da Caixa ou pelo aplicativo do FGTS no celular. Para fazer a consulta, basta seguir os passos abaixo:
- Baixe o aplicativo FGTS, para iOS ou Android
- Selecione a opção “Cadastre-se” se for seu primeiro acesso
- Preencha com o CPF e os demais dados solicitados, como nome completo, data de nascimento e e-mail
- Cadastre uma senha de acesso, que deve conter apenas números
- Após finalizar o cadastro, abra o aplicativo e informe o CPF e a senha cadastrada
- Acesse o saldo e verifique o valor do seu saldo em 31 de dezembro de 2025
Com a medida, os trabalhadores terão um rendimento total de 6,9%, superior à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2025 em 4,26%. Essa remuneração considera também a correção oficial das contas vinculadas de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial.
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