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Lua de Sangue: por que a Lua fica vermelha e onde será possível ver o fenômeno

Luas de Sangue: Um Fenômeno Astronômico Espectacular

No dia 3 de março, um evento astronômico único ocorrerá no céu: o eclipse lunar total, também conhecido como “Lua de Sangue”. Durante cerca de 58 minutos, a Lua cheia ganhará tons avermelhados devido à sombra da Terra, criando um espetáculo natural impressionante.

Esse fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham precisamente, permitindo que a sombra do planeta seja projetada diretamente sobre o satélite. A Lua de Sangue é um evento astronômico já conhecido, mas ainda assim fascinante e digno de ser observado.

O que Acontece no Céu durante um Eclipse Lunar Total

Quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, o planeta bloqueia a luz solar direta que normalmente ilumina a superfície lunar. A sombra projetada possui duas partes: a penumbra (mais clara) e a umbra (mais escura). É quando a Lua entra completamente na umbra que acontece a fase de totalidade, que é o ponto alto do fenômeno.

Diferentemente do eclipse solar, que dura poucos minutos, o eclipse lunar pode se estender por horas, considerando todas as fases. Durante todo o fenômeno, a Lua não desaparece, somente muda de cor.

Por que nem toda Lua de Sangue tem o mesmo Vermelho?

A cor da Lua durante um eclipse lunar total depende das condições da atmosfera da Terra. Antes de alcançar a Lua, a luz do Sol atravessa a atmosfera da Terra e, no caminho, as cores azuladas se espalham com mais facilidade, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar o ar e seguir adiante.

É essa luz filtrada, mais puxada para o vermelho, que ilumina a superfície lunar durante o eclipse total, e a Lua pode ganhar um aspecto de cobre, ferrugem, tijolo ou vinho escuro. É por isso que não existe um “vermelho padrão”, pois as cores dependem das condições da atmosfera naquele momento.

Quem vai poder ver no Brasil? Segundo informações da Nasa, a totalidade será visível no leste da Ásia e na Austrália, ao longo da madrugada no Pacífico e nas primeiras horas da manhã na América do Norte, América Central e extremo oeste da América do Sul.

Em grande parte da América do Sul, o eclipse lunar será parcial. No Brasil, observadores da região Norte (especialmente Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre) têm mais chances de visualizar parte do fenômeno no horizonte oeste antes do nascer do Sol.

  • Para melhorar a experiência, recomenda-se buscar locais com pouca poluição luminosa e horizonte livre de obstáculos.
  • Binóculos ou telescópios ajudam a destacar detalhes da superfície lunar.
  • A previsão do tempo também é um fator decisivo, já que a presença de nuvens pode comprometer totalmente a observação.

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