Lojas Quero-Quero: Prejuízo e Desempenho Financeiro
As Lojas Quero-Quero (LJQQ3) apresentaram resultados financeiros abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026. O prejuízo líquido da companhia alcançou R$ 61,7 milhões, um aumento de 98% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esses resultados levaram a uma reação negativa nos mercados, com as ações da LJQQ3 fechando em queda de 21,03%, sendo negociadas a R$ 1,54. De acordo com o Itaú BBA, a compressão das margens da divisão de serviços financeiros foi um dos principais fatores que contribuíram para esse desempenho.
Análise dos Resultados
A receita bruta da Lojas Quero-Quero ficou quase em linha com as expectativas, alcançando R$ 790,2 milhões, uma alta de 3,3% em relação ao ano anterior. No entanto, a margem bruta consolidada ficou 0,8 ponto percentual abaixo do esperado, atingindo 26,8%.
Além disso, a variação do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi próxima de zero, alcançando R$ 0,6 milhão. Os serviços financeiros foram apontados como o principal destaque negativo, com a margem recuando 9,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, para 34,1%.
Fatores que Contribuíram para o Desempenho
- A compressão das margens da divisão de serviços financeiros, devido à alta da taxa de juros e ao aumento das provisões.
- A mudança deliberada para linhas de crédito de menor risco, que impactou os resultados.
- O aumento das despesas financeiras, com alta de 30,2% em relação ao ano anterior, atribuída à alta da taxa de juros.
De acordo com o Itaú BBA, a Lojas Quero-Quero continua sendo uma das empresas mais sensíveis aos juros dentro da cobertura, devido à sua exposição ao setor de materiais de construção e à alta dependência de crédito próprio.
No entanto, o ciclo de corte de juros pode servir como um importante catalisador para o restante do ano, podendo ajudar a melhorar o desempenho da companhia.
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