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Ligação cai assim que atende? A verdade por trás das ligações feitas por robôs

Ligação cai assim que atende? A verdade por trás das ligações feitas por robôs

O cenário é familiar: o celular toca, você atende, mas do outro lado da linha só há silêncio; logo a ligação cai. Essas ligações, conhecidas como robocalls, são uma realidade cada vez mais comum no Brasil, com bilhões de chamadas por mês. Embora possam parecer inofensivas, elas escondem uma engrenagem poderosa que pode ser usada tanto por empresas de telemarketing quanto por criminosos para validar números e preparar golpes sofisticados.

De acordo com especialistas, essas ligações são feitas por sistemas automáticos que disparam centenas de chamadas por minuto, detectando resposta e decidindo se conectam a um atendente ou encerram. No telemarketing, isso evita que operadores fiquem ociosos, mas no crime, são os chamados “ping calls”, que identificam números existentes e mapeiam potenciais vítimas.

Como funcionam as robocalls?

As robocalls funcionam por meio de softwares que disparam chamadas automáticas. Quando a chamada é atendida, o sistema decide se conecta a um atendente ou encerra. Se a chamada for legítima, ela seguirá as exigências regulatórias da Anatel, identificando a empresa e apresentando mensagens automáticas de boas-vindas. Já as fraudulentas, muitas vezes são originadas de números falsificados por “spoofing”.

Como se proteger das robocalls?

A primeira linha de defesa está no celular. A maioria dos modelos Android e iPhone já oferece recursos nativos para reduzir o incômodo. Além disso, é importante ativar recursos como “silenciar desconhecidos” ou “filtrar chamadas”, não retornar chamadas para números suspeitos e manter dados pessoais fora de sites desconhecidos.

Outro ponto importante é a conscientização do usuário. Golpes por telefone seguem padrões conhecidos, como criar senso de urgência ou pedir informações sensíveis. Organizações legítimas nunca solicitam códigos de verificação por SMS, senhas, tokens ou dados de cartão por telefone.

O que as operadoras e a Anatel fazem contra isso?

Nos últimos anos, a Anatel intensificou o combate às chamadas abusivas. Embora tenha revogado a obrigatoriedade do uso de prefixos específicos para telemarketing, o foco passou a ser o uso de tecnologias de autenticação e monitoramento. O sistema Origem Verificada garante que o número exibido em uma ligação corresponda de fato ao responsável pela chamada.

As operadoras, por sua vez, foram obrigadas a acompanhar em tempo real o comportamento dos grandes chamadores e suspender números que apresentem indícios de abuso. No entanto, os criminosos continuam a encontrar maneiras de burlar essas medidas, utilizando técnicas como o spoofing e recorrendo a números descartáveis.

  • As robocalls são uma realidade cada vez mais comum no Brasil, com bilhões de chamadas por mês.
  • Elas podem ser usadas tanto por empresas de telemarketing quanto por criminosos para validar números e preparar golpes sofisticados.
  • A conscientização do usuário é fundamental para se proteger das robocalls.
  • As operadoras e a Anatel estão trabalhando para combater as chamadas abusivas, mas os criminosos continuam a encontrar maneiras de burlar essas medidas.

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