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LCAs e LCIs em fundos crescem até 43% com corrida antes de possível fim da isenção

Crescimento de LCAs e LCIs em Fundos

Os investimentos em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs) continuam a crescer, apesar da possibilidade de deixarem de ser isentas de Imposto de Renda. De acordo com dados divulgados pela Anbima, o volume aplicado em LCAs cresceu 19,7% no primeiro semestre, alcançando R$ 13,7 bilhões, enquanto as LCIs tiveram um crescimento de 43,1%, chegando a R$ 17,3 bilhões.

Outros ativos isentos também apresentaram desempenho positivo, com as debêntures incentivadas subindo 6,5% para R$ 15,7 bilhões, os CRIs registrando alta de 9,6% para R$ 10,1 bilhões, e os CRAs recuando 4% para R$ 6,1 bilhões. No total, os títulos incentivados cresceram 15,6%, atingindo R$ 67,3 bilhões.

Diversificação e Renda Fixa

A diversificação foi apontada como o fator-chave para o desempenho positivo dos gestores de patrimônio. A renda fixa foi um dos principais motivos do crescimento, com um aumento de 9,4% e um total de R$ 245,5 bilhões sob gestão. Os FIDCs e os títulos públicos também apresentaram desempenho destacado, com crescimentos de 31,9% e 10,7%, respectivamente.

No entanto, os fundos de renda fixa recuaram 1%, somando R$ 58,9 bilhões, e os CDBs caíram 3,5%, para R$ 11,5 bilhões. As debêntures tradicionais também encolheram, com queda de 11,4%, para R$ 10,6 bilhões.

Corrida por Isentos e Impacto nos Spreads

A corrida por investimentos isentos, especialmente LCIs e LCAs, foi impulsionada pela incerteza regulatória em relação à MP 1.303/25, que pode mudar a tributação de investimentos. Embora o parecer do relator tenha mantido a isenção para debêntures incentivadas, CRIs e CRAs, outras classes como LCIs, LCAs e LIGs podem passar a ser tributadas em 7,5% a partir de 2026.

Os analistas do Bradesco BBI apontam que a incerteza regulatória provocou uma corrida de investidores para garantir a isenção ainda em 2025, especialmente nos fundos de infraestrutura que compram debêntures incentivadas. Isso reduziu os spreads dos papéis, já que a demanda cresceu de forma acelerada no mercado primário e secundário.

  • LCAs: R$ 13,7 bilhões, crescimento de 19,7%;
  • LCIs: R$ 17,3 bilhões, crescimento de 43,1%;
  • Debêntures incentivadas: R$ 15,7 bilhões, crescimento de 6,5%;
  • CRIs: R$ 10,1 bilhões, crescimento de 9,6%;
  • CRAs: R$ 6,1 bilhões, recuo de 4%.

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