bukib
0 bukibs
Miami, Florida
Hora local: 04:14
Temperatura: 26.7°C
Probabilidade de chuva: 11%

Juros do Tesouro caem com dólar em baixa e à espera de sinal de corte da Selic

Juros do Tesouro em Queda

As taxas dos títulos do Tesouro Direto estão em queda na manhã desta quarta-feira, em um dia marcado por decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O movimento ocorre em meio ao recuo do dólar frente ao real e à expectativa de manutenção dos juros básicos nas duas economias.

No início da manhã, os títulos prefixados apresentavam novo ajuste para baixo em relação à terça-feira. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 12,80% ao ano, ante 12,84% no dia anterior. Já o Tesouro Prefixado 2032 recuou de 13,41% para 13,36%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2035 caiu de 13,48% para 13,45%.

Papéis Indexados à Inflação

Nos papéis indexados à inflação, as taxas também registravam queda na maior parte da curva. O Tesouro IPCA+ 2029 passou de 7,76% para 7,73% no componente prefixado, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2035 passou a pagar 7,53% ao ano de juro real, ante 7,53% na véspera. No longo prazo, a taxa do Tesouro IPCA+ 2050 caiu de 6,90% para 6,87%.

A queda do dólar frente ao real nesta manhã, após Donald Trump afirmar ver com bons olhos a depreciação da moeda americana, também influenciou o movimento. Na véspera, o DXY, índice da moeda americana frente a uma cesta de divisas, caiu para o menor nível desde fevereiro de 2022, reforçando o ambiente mais favorável para ativos de mercados emergentes.

Expectativas para o Futuro

No Brasil, o mercado aguarda sinais sobre o início do ciclo de cortes, esperados para março. Apenas dois bancos desafiam o consenso: Bank of America e BTG Pactual seguem defendendo que o BC já tem ferramentas para cortar a Selic nesta quarta. A avaliação tem algum eco, mesmo que pequeno, entre investidores institucionais: pesquisa da XP aponta que 16% ainda têm esperanças que o Copom anuncie um corte de 0,25 ponto na Selic hoje.

Nos EUA, a expectativa também é de manutenção da taxa básica, atualmente na faixa entre 3,5% e 3,75%, apesar das pressões públicas do presidente Donald Trump por uma redução mais agressiva dos juros. Investidores monitoram sobretudo a comunicação do Fed em busca de pistas sobre a trajetória da política monetária ao longo do ano.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link