Juro Real Elevado: Um Desafio para a Economia Brasileira
O juro real brasileiro de curto prazo na casa de dois dígitos e o longo em cerca de 7,50%, acima da média histórica, é um sinal de alerta para a economia do país. Especialistas consultados pelo Broadcast apontam que essa taxa pode atrair capital especulativo, mas é insustentável a longo prazo e sinaliza que o tempo para um ajuste fiscal crível está se esgotando.
Para o estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, o Banco Central precisa que a política fiscal entre em sintonia com a política monetária para diminuir o juro real. Caso contrário, as projeções apontam que daqui dez anos a dívida vai alcançar 100% do PIB, nível insustentável para uma economia emergente.
Algumas das principais questões relacionadas ao juro real elevado incluem:
- A política fiscal é a única variável controlável que influencia os juros reais, segundo o economista Marco Antonio Caruso, do Santander.
- O Brasil apresenta gastos elevados e rígidos em relação ao PIB, enquanto a arrecadação é bastante volátil devido ao ciclo econômico.
- O juro real de 10 anos está em cerca de 7,50%, enquanto a média histórica de 15 anos aponta taxa de 5,60%.
Embora o juro real elevado possa atrair capital especulativo, ele não é linear e pode ser prejudicial para a moeda. Além disso, o capital especulativo pode sair rapidamente em momentos de aversão a risco.
Para resolver essas questões, é necessário um ajuste fiscal crível e uma política fiscal que entre em sintonia com a política monetária. O banco central tem um papel importante nesse processo, pois precisa equilibrar a política monetária com a política fiscal para diminuir o juro real e evitar uma saída de capitais.
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