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Juro caindo, mas fiscal ainda desafiador: economistas veem 2026 (um pouco) melhor

Resumo da Situação Econômica para 2026

Os economistas Caio Megale, da XP, e Rafaela Vitória, do Banco Inter, discutiram as perspectivas para 2026 durante o evento Onde Investir 2026. Eles concordam que o ano de 2026 será melhor do que 2025, mas ainda há desafios significativos, especialmente no que diz respeito às contas públicas.

Um dos principais desafios é a saúde das contas públicas, que continua a ser uma preocupação. Os economistas alertaram que o governo deve entregar resultados dentro das metas estipuladas para 2025 e 2026, mas isso só será possível devido às várias exceções de gastos que retiraram despesas importantes do cálculo final da meta fiscal.

Outro tema importante discutido foi a possibilidade de corte na taxa de juros, conhecida como Selic. Os especialistas concordam que o Banco Central já vislumbra uma janela para iniciar a flexibilização monetária, reduzindo a Selic a partir de algum ponto no primeiro trimestre de 2026. No entanto, há uma leve divergência nas estimativas do Inter e da XP sobre o momento exato do corte.

Além disso, os economistas discutiram a inflação em 2026. Eles citaram a possibilidade da volta do risco inflacionário por conta das transferências de renda do governo, que tendem a incentivar o consumo das famílias. Rafaela Vitória aposta numa inflação com comportamento muito semelhante ao de 2025, de um pouco mais de 4%, mas com risco de chegar a 4,5% ou 5%.

Caio Megale, por sua vez, destacou que vários dos fatores que levaram os preços a um comportamento benigno em 2025 não devem se repetir em 2026. Ele acredita que a inflação pode ser mais alta no ano que vem do que foi nesse ano.

Principais Pontos

  • O ano de 2026 será melhor do que 2025, mas ainda há desafios significativos, especialmente no que diz respeito às contas públicas.
  • O governo deve entregar resultados dentro das metas estipuladas para 2025 e 2026, mas isso só será possível devido às várias exceções de gastos.
  • Há uma possibilidade de corte na taxa de juros, conhecida como Selic, a partir de algum ponto no primeiro trimestre de 2026.
  • A inflação em 2026 pode ser mais alta do que em 2025 devido às transferências de renda do governo e outros fatores.

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