Caso de Feminicídio no Espírito Santo
O ex-vice-prefeito de Ibitirama, Célio Martins Morales, foi condenado a 3 anos e 11 meses pela morte da esposa, Vanuza Spala de Almeida, de 41 anos. No entanto, o Tribunal do Júri desclassificou a acusação de feminicídio e entendeu que o caso se enquadra como homicídio culposo, sem intenção de matar.
Além disso, Célio foi condenado por posse ilegal de arma de fogo e fraude processual. O juiz autorizou que ele recorra em liberdade, e o alvará de soltura foi expedido, permitindo que ele deixasse a prisão.
O julgamento foi realizado em Cachoeiro de Itapemirim após transferência do processo da comarca de Ibitirama, devido à repercussão do caso e à influência política do réu na cidade. A decisão contrariou a tese do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que defendia a condenação por feminicídio.
Investigação e Condenação
Vanuza morreu após ser atingida por um tiro no peito em abril de 2023. Na época, Célio afirmou à polícia que a esposa havia tirado a própria vida. No entanto, a investigação concluiu pelo indiciamento do ex-vice-prefeito por feminicídio.
Segundo o delegado Tiago Dorneles, laudos periciais indicaram ausência de marcas típicas de disparo à curta distância, elemento que enfraquecia a hipótese de suicídio. Ainda assim, os jurados decidiram afastar a acusação de homicídio doloso apresentada pelo Ministério Público.
As seguintes condenações foram aplicadas a Célio:
- 3 anos e 11 meses por homicídio culposo
- Posse ilegal de arma de fogo
- Fraude processual
O Ministério Público do Espírito Santo informou que recorrerá da sentença.
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