Guerra no Irã: Jamie Dimon Defende Ação dos EUA
A campanha militar dos EUA e Israel no Irã tem sido alvo de críticas, com muitos questionando a estratégia e os resultados. No entanto, para Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, a decisão de partir para a guerra no Oriente Médio pode ter sido inevitável.
Dimon destacou que o bloqueio do Estreito de Hormuz pelo Irã criou “incerteza” e “riscos de curto prazo” para a economia global. Ele questionou por que os EUA e seus aliados aceitaram, por tanto tempo, o risco de deixar um regime hostil controlar as margens do mais importante gargalo logístico da economia global.
- O regime iraniano existe desde a revolução de 1979 e tem sido um adversário constante de EUA e Israel.
- O Irã financia e arma milícias aliadas em todo o Oriente Médio, como os houthis no Iêmen.
- O bloqueio do Estreito de Hormuz fez o preço do petróleo disparar e deixou os mercados em estado de nervosismo constante.
Dimon também destacou que o Irã “nunca desistiu” de seu objetivo de obter armas nucleares, apesar dos ataques dos EUA a instalações iranianas no ano passado. Ele acredita que a ameaça iraniana era real e crescente e que reduzir esse risco de forma duradoura poderia transformar a campanha em uma história de sucesso.
O objetivo de Trump de estabilizar o Oriente Médio é ambicioso, mas distante. A falta de um plano claro para o pós-guerra em relação ao Irã levanta mais dúvidas. No entanto, Dimon traçou um caminho estreito para a estabilidade, argumentando que o enfraquecimento do Irã e de seus grupos aliados pode reduzir as hostilidades por um período.
Alguns aliados dos EUA no Oriente Médio, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, estariam pressionando o presidente a seguir adiante com seus objetivos no Irã. Dimon acredita que o ganho estratégico de longo prazo com um Oriente Médio mais estável poderia compensar a volatilidade desde o início da guerra.
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