Itaú Unibanco Confirma Acordo com Ativos do BRB
O Itaú Unibanco anunciou recentemente que uma de suas subsidiárias celebrou um acordo para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). No entanto, o banco destacou que os valores envolvidos na transação são considerados imateriais e, portanto, não se qualificam como um “fato relevante” para fins de legislação.
O comunicado do Itaú Unibanco foi emitido em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) sobre uma notícia publicada pelo jornal Correio Braziliense. A reportagem mencionava que o banqueiro André Esteves, do BTG, havia afirmado que estaria avaliando a aquisição de ativos do BRB e que o Itaú Unibanco e o Bradesco já haviam negociado com o BRB cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos estados e municípios com aval da União.
Crise no BRB
O BRB está enfrentando uma crise após a compra de carteiras do Banco Master, o que resultou em uma forte deterioração patrimonial. O banco precisará provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões, mas uma auditoria forense independente apontou a necessidade de R$ 13 bilhões. Os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis estão avaliados em R$ 21,9 bilhões.
Recentemente, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master que foram incorporados pelo BRB. A operação ainda depende de aval técnico e regulatório do Banco Central (BC).
- A proposta do fundo de investimentos visa adquirir parte dos ativos do Banco Master incorporados pelo BRB.
- A operação não envolve uso de recursos públicos nem compromete o caixa do banco.
- O processo busca preservar os interesses do Distrito Federal.
O Itaú Unibanco não forneceu detalhes sobre o acordo, mas destacou que os valores envolvidos são imateriais para a companhia. A situação do BRB continua sendo monitorada de perto, e qualquer desenvolvimento adicional pode ter impacto significativo no setor financeiro.
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