Revisão de Estimativas para o Setor de Papel e Celulose
O Itaú BBA revisou suas estimativas para o setor de papel e celulose após a divulgação dos resultados do quarto trimestre das fabricantes Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Com premissas de custo de capital mais baixas, o banco elevou os preços-alvo para o fim de 2026 para ambas as companhias.
A estimativa de preço médio da celulose para 2026 foi mantida em US$ 570 por tonelada. No entanto, o Itaú BBA rebaixou a Klabin de outperform para market perform, mas elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 21 para R$ 23 por unit, o que implica potencial de alta de 10%.
Análise da Klabin
Segundo o banco, o papel parece precificado de forma justa, com potencial de alta de 10% e múltiplo EV/EBITDA estimado para 2026 de 7,4 vezes. A projeção de EBITDA para 2026 foi reduzida em 2%, para R$ 7,95 bilhões, principalmente devido a preços mais baixos de papel, 4% abaixo do consenso do mercado.
A Klabin anunciou a antecipação de dividendos no valor de R$ 1,1 bilhão referentes a 2026, a serem pagos ao longo do ano corrente. No entanto, as ações já são negociadas ex-dividendos.
Análise da Suzano
O Itaú BBA avalia que o posicionamento dos investidores no setor segue baixo e que a Suzano é a melhor forma de capturar uma possível melhora no cenário de curto prazo para os preços da celulose. Sendo assim, o Itaú BBA manteve a recomendação outperform para a Suzano e elevou o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 70 por ação, ante R$ 58 anteriormente.
A estimativa de EBITDA para 2026 permanece praticamente inalterada em R$ 24,7 bilhões. Mesmo após a alta recente das ações, o banco ainda vê valuation atrativo, com potencial de valorização de 21% pelo modelo de fluxo de caixa descontado (DCF) e múltiplo EV/EBITDA estimado para 2026 de 5,9 vezes.
A geração de fluxo de caixa livre em 2026 deve ser mais limitada, considerando o desembolso de cerca de R$ 9,5 bilhões para a aquisição de 51% da joint venture a ser formada com a Kimberly-Clark. Excluindo esse efeito, o FCF yield chegaria a 10%.
- Preço-alvo para a Klabin: R$ 23 por unit
- Preço-alvo para a Suzano: R$ 70 por ação
- Estimativa de EBITDA para 2026: R$ 7,95 bilhões para a Klabin e R$ 24,7 bilhões para a Suzano
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