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Irã reabre Ormuz, mas bancos no FMI alertam que normalizar petróleo levará semanas 

Irã Reabre Ormuz, mas Normalização do Petróleo Levará Semanas

O anúncio do Irã de que o Estreito de Ormuz está aberto a navios comerciais trouxe alívio, mas a normalização do fornecimento global de petróleo pode demorar semanas. Em encontros paralelos da Reunião de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), os bancos estimam que a retomada do fluxo de fornecimento pode levar tempo, afetando a cotação do petróleo no curto prazo.

A economista Andressa Durão, do ASA, participou dos encontros e relatou que as projeções dos bancos indicam que o mundo pode sofrer um apagão de fornecimento na segunda semana de maio se o fluxo não for normalizado rapidamente. Mesmo com o estreito politicamente aberto, um atraso no restabelecimento das cadeias logísticas pode catapultar o preço do barril para US$ 150 a US$ 200.

Complexidade Logística

A reabertura efetiva do Estreito de Ormuz precisa ocorrer em uma janela crítica de três a cinco semanas. Caso a logística não seja reestabelecida neste prazo, os estoques de petróleo vão se esgotando. A produção de outras regiões não dá conta da demanda global.

A dinâmica das vias marítimas é complexa e envolve altos custos de seguros e reposicionamento de frotas que haviam sido desviadas. O efeito prático desse atraso logístico é a “destruição de demanda”, resultando em menor crescimento econômico global e reflexos inflacionários diretos.

Impactos Regionais

O continente asiático segue como o mais exposto a esse gargalo de transição. Os impactos na atividade econômica da região já são sentidos. A estratégia anterior do governo de Donald Trump de bloquear o fluxo visava pressionar a China, mas análises compartilhadas em Washington indicam que Pequim conseguiu utilizar suas reservas para suportar a interrupção sem colapsar.

No Brasil, apesar do alerta máximo dos bancos em relação ao choque global nos preços da energia, o FMI avalia que o país está “relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global”. A conjuntura desencadeada pelos impactos da guerra levou o FMI a elevar a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano de 2026.

  • A reabertura do Estreito de Ormuz é um passo importante para a normalização do fornecimento global de petróleo.
  • A complexidade logística e os altos custos de seguros e reposicionamento de frotas podem atrasar a retomada do fluxo de fornecimento.
  • O Brasil está relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global, de acordo com o FMI.

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