Irã Corta Internet Após Protestos Ganhar Escala Nacional
O governo do Irã impôs um corte quase total de internet e telefonia em meio à expansão dos protestos contra a deterioração da economia, que já se espalharam por todo o país e deixaram ao menos 34 a 45 mortos.
Os protestos começaram há cerca de duas semanas, após nova desvalorização do rial, e ganharam escala rapidamente. Dados da Human Rights Activists News Agency indicam atos em mais de 300 localidades nas 31 províncias do país e mais de 2.200 prisões.
Causas e Consequências
A escalada ocorre em um contexto de crise econômica profunda, marcada por inflação elevada e colapso da moeda local, pressionada por sanções ligadas ao programa nuclear e pelos efeitos de confrontos militares recentes.
As autoridades iranianas adotaram discursos divergentes. O presidente Masoud Pezeshkian pediu “máxima contenção” e diálogo, enquanto o líder supremo, Ali Khamenei, afirmou que manifestantes devem ser ouvidos, mas que “arruaceiros devem ser colocados em seu lugar”.
Repercussão Internacional
O agravamento do cenário interno ganhou repercussão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que Washington pode intervir caso autoridades iranianas matem manifestantes.
O governo iraniano reagiu classificando a retórica como ameaça externa e reforçando o discurso de ingerência estrangeira.
- Protestos em mais de 300 localidades nas 31 províncias do país
- Mais de 2.200 prisões
- 34 a 45 mortos, segundo organizações de direitos humanos
Com o bloqueio das comunicações, a obtenção de informações independentes dentro do país tornou-se mais difícil. Ainda assim, vídeos verificados por veículos internacionais indicam que os protestos seguem em curso, ampliando a pressão sobre o regime em um dos momentos de maior instabilidade interna dos últimos anos.
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