Irã Anuncia Novo Fechamento do Estreito de Ormuz
O Irã anunciou um novo fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, ampliando a tensão com os Estados Unidos e restringindo o tráfego por uma das principais vias de escoamento de petróleo e gás do mundo. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter atingido uma embarcação que tentou cruzar a rota marítima sem autorização.
Segundo comunicado da IRGC, nenhuma embarcação poderá atravessar o estreito “até novo aviso” e enquanto persistir o que Teerã classifica como “interferência americana” na região. A situação da hidrovia tem mudado com frequência nos últimos dias, com relatos de reabertura total ou parcial seguidos por novas restrições.
Impacto no Comércio de Petróleo e Gás
Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz. Mesmo sem uma interrupção prolongada, a incerteza sobre a passagem de navios tende a pressionar os custos de frete e seguro e a elevar o risco sobre o abastecimento global de energia.
A força iraniana afirmou inicialmente ter disparado tiros de advertência contra uma embarcação que navegava por uma rota considerada irregular e estava com os sistemas de rastreamento desligados. Posteriormente, a agência semioficial Fars informou que o navio foi atingido por um míssil de cruzeiro depois de ignorar ordens para recuar.
Reações Internacionais
O Irã não divulgou a identificação da embarcação, a bandeira, o tipo de carga ou a situação da tripulação. Também não houve confirmação independente de que o navio tenha sido atingido por um míssil. O anúncio ocorreu horas depois de o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reunir em Mascate com autoridades de Omã para discutir mecanismos de segurança para a navegação.
Os Estados Unidos pressionam o governo iraniano a assumir publicamente o compromisso de manter Ormuz aberto e interromper ataques contra embarcações comerciais. O presidente americano, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo entre os dois países, mas afirmou que Washington continuará negociando.
- O Irã defende que o controle das rotas permaneça sob sua autoridade, em coordenação com Omã, e não seja definido por potências estrangeiras.
- A disputa transformou o estreito em uma das principais cartas de Teerã nas negociações com Washington, ao lado das sanções e das exportações de petróleo.
- A crise se aprofundou após ataques contra três navios-tanque do Catar e da Arábia Saudita nesta semana.
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