Irã Ameaça Manifestantes com Pena de Morte
As autoridades iranianas intensificaram a repressão aos protestos que acontecem em todo o país, ameaçando os manifestantes com a pena de morte. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que a República Islâmica não vai tolerar “vandalismo” nem “pessoas agindo como mercenários de potências estrangeiras”.
Um procurador de Teerã avisou que quem danificar patrimônio público pode ser condenado à morte. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, responsável por defender os pilares da revolução de 1979, também divulgou um comunicado dizendo que “a continuação dessa situação é inaceitável” e que tem o direito de se vingar de “atos terroristas”.
Causas dos Protestos
Os protestos são motivados pela crise econômica que afeta o país, com a moeda iraniana caindo a níveis recordes e agravando a crise do custo de vida em uma economia castigada por sanções. A situação do país, membro da Opep, piorou com a corrupção e a forte queda nos preços do petróleo no último ano.
Desde o início dos protestos, 42 pessoas morreram, segundo a Human Rights News Agency, com sede nos EUA. A BBC confirmou pelo menos 21 dessas mortes. Os distúrbios afetaram o tráfego aéreo para dentro e fora do país, com companhias aéreas estrangeiras cancelando voos.
Repressão e Restrições
As autoridades iranianas costumam usar táticas de repressão durante períodos de agitação para impedir que imagens da violência estatal contra civis sejam divulgadas. O grupo de monitoramento NetBlocks informou um apagão nacional da internet no Irã, e tentativas de contatar pessoas no país por telefone fixo e celular foram infrutíferas.
Mesmo assim, vídeos postados em redes sociais mostraram grandes grupos de pessoas reunidas em várias ruas principais da capital, gritando “morte ao ditador”. Em pelo menos uma postagem, é possível ouvir o cântico “Viva o xá”, em referência ao falecido xá do Irã.
- 42 pessoas morreram desde o início dos protestos
- A crise econômica é a principal causa dos protestos
- As autoridades iranianas ameaçam manifestantes com a pena de morte
O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou o líder oposicionista Reza Pahlavi de “pessoa legal” e disse que os EUA não devem se envolver nos assuntos internos do Irã. Khamenei respondeu que Trump deveria “se preocupar em governar seu próprio país, se for capaz”.
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