Irã afirma ter contido protestos, apesar da continuidade dos confrontos
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as forças de segurança têm “controle total” do país após duas semanas de violentos protestos. No entanto, a declaração ainda não foi totalmente comprovada, já que os protestos mais intensos ocorrem principalmente à noite.
Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro, após o colapso repentino do valor da moeda local. As manifestações se transformaram no maior e mais violento desafio ao regime do aiatolá Ali Khamenei e à República Islâmica desde a revolução de 1979.
De acordo com a Human Rights Activist News Agency, que monitora as manifestações em 186 cidades das 31 províncias do país, mais de 540 pessoas foram mortas e mais de 10 mil foram presas. O acesso à internet e a outros meios de comunicação continua amplamente bloqueado, o que dificulta acompanhar a real dimensão do movimento.
Reações internacionais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington está avaliando possíveis medidas em resposta aos relatos de repressão violenta no Irã. O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que o país está “pronto para negociações baseadas no respeito mútuo, nos interesses nacionais e em conversas sérias e reais”.
As opções dos EUA incluem medidas econômicas e diplomáticas, mas ainda não há uma decisão oficial. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o ministro mantém canais de comunicação abertos com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio.
- Mais de 540 pessoas foram mortas nos protestos.
- Mais de 10 mil pessoas foram presas.
- O acesso à internet e a outros meios de comunicação continua bloqueado.
O preço do petróleo subiu diante do temor de impactos sobre o fornecimento iraniano. O Brent era negociado próximo de US$ 63 por barril na segunda-feira, após alta de quase 6% entre quinta e sexta-feira.
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