IPCA de 2025 é o menor desde 2018, mas inflação de serviços preocupa economistas
O IPCA de dezembro fechou o mês em alta de 0,33%, concluindo 2025 com variação de 4,26%, o menor patamar desde 2018. No entanto, os economistas advertem que o dado do ano ainda está longe do centro da meta de 3% e que os serviços, em especial os mais sensíveis ao custo de mão de obra, continuam a exercer pressão.
Segundo Alexandre Maluf, economista da XP, a inflação de serviços subjacentes avançou 0,56% na comparação mensal, um pouco acima da projeção da XP. Além disso, os serviços intensivos em mão de obra subiram 0,77% no mês, com a média trimestral anualizada acelerando de 6,8% em novembro para 7,9% em dezembro.
Outro dado preocupante é que a inflação de serviços permanece muito elevada, acima de 6% e bem acima do limite superior da meta. Isso está diretamente associado ao mercado de trabalho aquecido e aos estímulos ao consumo.
Os economistas também alertam que 2026 será um ano desafiador, com riscos adicionais por ser um ano eleitoral, e que a expectativa de desvalorização do câmbio pode pressionar preços e gerar riscos de alta para a inflação.
- A inflação de serviços é um dos principais desafios para o controle da inflação em 2026.
- O mercado de trabalho aquecido e os estímulos ao consumo são fatores que contribuem para a alta inflação de serviços.
- A expectativa de desvalorização do câmbio pode pressionar preços e gerar riscos de alta para a inflação.
O Banco Central deve manter seu plano de voo, sinalizando o início do ciclo de cortes na reunião de janeiro e efetivando o primeiro corte de meio ponto percentual em março. No entanto, os economistas alertam que a inflação de serviços permanece um desafio e que o controle da inflação continuará sendo uma tarefa difícil nos próximos meses.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link